Chávez pede que oposição aceite socialismo para diálogo na Venezuela

O presidente Hugo Chávez advertiu nesta terça-feira que apenas será possível abrir um diálogo político na Venezuela se seus adversários mostrarem vontade de conviver com a "revolução socialista" que o mandatário prometeu radicalizar após sua folgada reeleição para um novo mandato de seis anos.

Reuters

09 de outubro de 2012 | 22h31

Chávez venceu no domingo com 55 por cento dos votos, um resultado que foi aceito rapidamente e sem reservas pelo aspirante opositor Henrique Capriles, o que valeu um reconhecimento do mandatário em suas comemorações após a vitória.

"Queremos que eles (a oposição) exponham seus elementos para a abertura do diálogo, a convivência e a paz. Mas é necessário que esses dirigentes falem claro e demonstrem vontade de convivência", disse o presidente nesta terça-feira em uma entrevista coletiva lotada no Palácio de Miraflores.

Horas mais tarde, Capriles se dirigiu à imprensa para pedir a seus simpatizantes que aumentem o ânimo para a próxima jornada eleitoral --a eleição regional de dezembro-- e se mostrou disposto ao diálogo, mas com a condição de que primeiro acabem os insultos por parte do chefe de Estado.

"Não nos interessa ir tomar um café (com o presidente). O diálogo tem que ser com todos, não com as cúpulas", disse Capriles, considerando sua aceitação da derrota deve parar o "disco riscado" de um governo que sempre põe em dúvida as credenciais democráticas da oposição.

(Reportagem de Ana Isabel Martínez e Diego Oré)

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