Chávez pode negociar libertação de Ingrid Betancourt

Governos francês e colombiano negam negociações para libertação de franco-colombiana nos próximos dias

Agências internacionais,

07 de agosto de 2007 | 15h23

A Colômbia negou nesta terça-feira, 7, que a ex-candidata à Presidência Ingrid Betancourt, sequestrada em 2002 pela guerrilha, esteja prestes a ser libertada. A jornalista venezuelana exilada em Miami Patricia Poleo publicou a informação em sua coluna, além de apontar que o presidente Hugo Chávez seria o "negociador intermediário" entre o governante francês, Nicolas Sarkozy, e as Farc.   "Só sabemos de boatos", disse Fernando Araujo, ele mesmo um ex-refém, que fugiu em janeiro dos guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), depois de seis anos em cativeiro.   Patricia assegurou também que Chávez participará da entrega de Betancourt como "mediador", durante a visita que a primeira-dama francesa, Cecilia Sarkozy, fará ao país.    "Soube disso por fontes militares venezuelanas", disse ela, afirmando ainda que junto a Betancourt estariam também sua secretária, Clara Rojas, e seu filho Emanuel. "O que se comenta é que Chávez está atravessando uma situação internacional muito difícil, pois sua imagem está destruída após o fechamento da RCTV. Penso que a refém será entregue a Chávez porque ela representa um símbolo do que é o terrorismo na Colômbia, e isso permitiria a ele recuperar pontos em nível internacional", sustentou Patrícia.   Chávez disse no domingo que "gostaria de falar politicamente com os comandos guerrilheiros da Colômbia" para tentar colaborar na solução do conflito interno do país vizinho.   Os comentários foram feitos em seu programa de rádio e televisão "Alô, Presidente", depois que a senadora colombiana Piedad Cordoba lhe pediu, ao vivo, que atuasse em favor de um acordo humanitário no seu país.   Araujo negou a reportagem publicada pelo jornal venezuelano El Universal, dizendo não ter conhecimento de negociações entre as Farc e os governos da Colômbia e da Venezuela pela libertação de Betancourt, que também tem cidadania francesa e que foi capturada quando fazia campanha à Presidência da Colômbia.   Araujo, que falou rapidamente com a Reuters numa passagem por Miami, disse que o governo não podia confirmar nenhuma das informações, nem mesmo a existência do sítio.   "Achamos que tudo não passa de especulação", disse ele. "Mas, se houver a intenção de libertar Ingrid Betancourt, ficaremos muito felizes, assim como com a libertação de qualquer outra vítima de sequestro."    Segundo o site do jornal colombiano El Tiempo, o governo francês se recusou a confirmar os rumores da suposta libertação da ex-candidata franco-colombiana Ingrid Betancourt, seqüestrada pelas Farc há mais de cinco anos.   De acordo com o comunicado emitido pelo Palácio do Eliseu, o governo francês continua "plenamente mobilizado para obter a libertação de todos os reféns na Colômbia e, em particular, da compatriota Ingrid Betancourt". 

Tudo o que sabemos sobre:
MUNDOCOLOMBIANEGALIBERDADE

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.