Chávez põe em jogo sua cruzada socialista em eleição na Venezuela

Os venezuelanos votavam neste domingo em um dia importante para o futuro da potência petrolífera, que definirá se o polêmico projeto socialista do presidente Hugo Chávez se aprofundará ou se haverá uma mudança com o plano liderado pelo jovem opositor Henrique Capriles.

Reuters

07 de outubro de 2012 | 08h14

Os candidatos encerraram uma frenética campanha na qual Capriles percorreu "casa por casa" em todos os Estados do país, enquanto que Chávez, que se declarou curado do câncer em julho, optou por um ritmo menos intenso, mas com uma fabulosa demonstração de força na reta final da corrida presidencial.

Pela primeira vez em muitos anos, as pesquisas não oferecem um panorama claro. A maioria dos principais levantamentos deu vantagem a Chávez, mas dois reconhecidos institutos desenham um cenário de empate técnico com chance para o candidato opositor.

Tal como o "comandante" ordenou, milhares de seus seguidores começaram na madrugada deste domingo "a batalha eleitoral" ao som do militar "Toque de Diana" em todo o país para chamar ao voto em favor da revolução e contra a "burguesia apátrida."

A mídia local mostrava que já havia filas em muitos centros eleitorais da Venezuela.

Após quase 14 anos no comando do país caribenho com as maiores reservas petrolíferas do planeta, durante os quais conquistou uma sólida popularidade graças a uma política assistencialista e um inegável carisma, o militar aposentado de 58 anos enfrenta o maior desafio eleitoral de sua carreira política.

Mas o investimento de bilhões de dólares da renda petrolífera em programas sociais, que vão desde a entrega de casas gratuitas a caros tratamentos de saúde em Cuba, foi de encontro desta vez com um rival que promete corrigir as "falhas" da revolução e atacar problemas graves como a insegurança e o desemprego.

A alta polarização entre os venezuelanos ficou ainda mais exposta no sábado à noite, quando um protesto em muitas regiões de Caracas com um "panelaço" contra Chávez teve uma barulhenta resposta de partidários do presidente, que dispararam fogos de artifício.

(Reportagem de César Illiano)

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