Chávez promete deixar o poder em 2013 se perder referendo

Presidente venezuelano estreia como colunista em jornais durante campanha por reeleição ilimitada

Agência Estado e Associated Press,

22 de janeiro de 2009 | 13h14

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou nesta quinta-feira, 22, que, caso não seja aprovada uma alteração constitucional que possibilita a reeleição ilimitada, ele deixa o poder em 2013, quando termina seu mandato. Chávez usou palavras duras para qualificar os opositores e pediu que os eleitores aprovem a emenda que permite a reeleição sem limites. O presidente estreou como colunista da imprensa local, em meio à campanha para o referendo, previsto para o dia 15 de fevereiro. Na coluna, intitulada "As linhas de Chávez", o líder recordou seus tempos juvenis de jogador de beisebol, além de fazer duras críticas aos opositores, qualificados como "colonialistas" e acusou-os de representarem "o contrário à pátria". Chávez elogiou a proposta de emenda constitucional, que para ele imporá "a pátria, a Independência". "Se a maioria de vocês, venezuelanos e venezuelanas, apoiar a emenda com o 'sim', então é possível que eu possa continuar à frente do timão além de 2013". O presidente afirmou que, caso o texto seja reprovado, partirá "em outro fevereiro, o de 2013". Chávez afirmou que o único caminho para o país é a "Democracia Socialista". O presidente anunciou no início da semana que passará a publicar nas terças-feiras, quintas-feiras e domingos seus textos em jornais locais, em colunas de opinião. Com isso imita seu aliado, o ex-líder cubano Fidel Castro. A Assembleia Nacional, integrada em sua maioria por aliados do chavismo, aprovou na semana passada a proposta de emenda constitucional. Pelo texto, todos os cargos de eleição popular teriam reeleições ilimitadas. Chávez foi eleito pela primeira vez em dezembro de 1998. Logo após a Constituinte de 2000, o mandatário foi ratificado no cargo no final daquele ano para um mandato de seis anos. Em dezembro de 2006, foi reeleito. Atualmente, a Constituição prevê apenas uma reeleição imediata.

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