Chávez quer ir às 'profundezas da selva' para negociar com Farc

Venezuelano deseja encontrar líderes terroristas em tentativa de libertar reféns seqüestrados na guerra civil

REUTERS

09 de setembro de 2007 | 16h38

O presidente venezuelano, Hugo Chávez,disse no domingo que desejava encontrar com líderes daguerrilha colombiana para intermediar um acordo entre o governodo país e os rebeldes de esquerda. Chávez se encontrou com o enviado de paz colombiano nasexta-feira, e viajou para a Colômbia, no mês passado, paraauxiliar na formulação de um acordo para a libertação demilhares de reféns sequestrados durante os 40 anos de guerracivil da nação sul-americana. Em sua transmissão televisiva semanal, Chávez disse queManuel Marulanda, comandante das guerrilhas Farc na Colômbia,havia lhe garantido recentemente que não poderia viajar àVenezuela para conversar sobre a paz. "Estou disposto a viajar para as profundezas da selva parame encontrar com Marulanda", afirmou Chávez. Ele acrescentou que a carta de Marulanda reiterava aexigências das Farc, maior grupo de rebeldes da Colômbia, paraque os presidente colombiano, Álvaro Uribe, retire as tropas deuma área rural do tamanho de Nova York para criar um localseguro de negociações. Uribe se recusou a cumprir o pedido, dizendo que oscomandantes da milícia utilizariam a área para se reagruparem. Chavez se encontrou com o principal negociador de paz daColômbia, Luis Carlos Restrepo, na sexta-feira, em Caracas. Umadelegação de outro grupo rebelde menos expressivo, o ELN,também se reuniu com Restrepo em Caracas, juntamente com umdiplomata venezuelano. Uribe fez um apelo a Chávez meses atrás para que auxiliassenas negociações por reféns, apesar das diferenças ideológicasque possui com o líder venezuelano, um ícone do renascimentodas políticas da esquerda na América Latina. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, também apoiou oenvolvimento de Chávez, na expectativa de que o sucesso nasnegociações possa libertar o político franco-colombiano, IngridBetancourt.

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