Chávez reconhece independência de áreas rebeldes da Geórgia

Governo georgiano diz que decisão em apoio ao Kremlin não terá nenhuma consequência política importante

10 de setembro de 2009 | 07h54

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou nesta quinta-feira, 10, que reconhece as regiões rebeldes da Geórgia Ossétia do Sul e Abkházia como Estados independentes, um incentivo à campanha de Moscou para a aceitação internacional das duas localidades pró-Rússia. Durante visita a Moscou, Chávez disse ao presidente russo, Dmitri Medvedev, que seu país irá considerar as duas regiões - vistas pela maior parte do mundo como pertencentes à Geórgia - Estados soberanos "a partir de hoje", reportaram agências de notícias russas.

 

Até quinta-feira, a Nicarágua era o único país além da Rússia a reconhecer as duas regiões como independentes. "A Venezuela se junta ao reconhecimento da independência das repúblicas da Abkházia e Ossétia do Sul", afirmou Chávez, segundo a agência russa de notícias Interfax. "A partir de hoje nós reconhecemos essas duas repúblicas", acrescentou Chávez segundo a agência.

 

A Geórgia rechaçou o reconhecimento venezuelano, afirmando que a decisão não tem "nenhuma consequência política importante". "Quando políticos marginais como Chávez e (o presidente da Nicarágua Daniel) Ortega tomam tais decisões, mostra que estamos diante de uma anomalia política", afirmou à AFP o vice-premie georgiano, Temur Yakovasvili.

 

A Rússia reconheceu a independência das duas regiões em agosto de 2008 depois de frustrar militarmente uma tentativa da Geórgia de retomar a província separatista da Ossétia do Sul, que se separou do governo de Tbilisi no início dos anos 1990 e têm criado suas próprias relações desde então.

 

Os aliados de Moscou na antiga União Soviética, temerosos de criar precedentes que poderiam ameaçar sua própria soberania, têm resistido até o momento às pressões de Moscou para e reconhecer a Ossétia do Sul e Abkházia. A Geórgia, apoiada pela União Europeia e Estados Unidos, condenou a medidas patrocinadas pela Rússia como ilegais e pediu que sua integral territorialidade fosse respeitada.

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