Chávez reitera apelo para que Farc deponham as armas

Presidente venezuelano parabeniza Uribe por resgate e se oferece para ajuda na libertação de mais reféns

Agências internacionais,

03 de julho de 2008 | 14h49

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, parabenizou o homólogo colombiano, Álvaro Uribe, pelo resgate dos 15 reféns em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), incluindo a franco-colombiana Ingrid Betancourt. Chávez celebrou o fato de a operação ter sido realizada sem derramamento de sangue e ainda mostrou sua disposição em ajudar na libertação de todos os outros seqüestrados pelas Farc.  Chávez, que conseguiu no início do ano a libertação de seis reféns da guerrilha, reiterou o seu pedido para que as Farc libertem todos os seqüestrados que estão em seu poder. O governo da Colômbia acusa o venezuelano de manter vínculos com a guerrilha. No mês passado, Chávez, que defendia o reconhecimento do status de beligerância às Farc, mudou o tom e pediu que a guerrilha abandonasse a luta armada - pronunciamento que foi recebido com simpatia e surpresa pelo governo colombiano.  Veja também:EUA admitem que sabiam de plano para libertar refénsIngrid pede liga de países para libertar reféns Após 6 anos, Ingrid reencontra os filhos em Bogotá Uribe quer libertação de reféns para negociar Ouça o relato de Ingrid Betancourt (em espanhol)Para ex-líderes colombianos, negociar é única saída para FarcQuem são os ex-reféns libertados pela ColômbiaO drama de IngridPor dentro das Farc Histórico dos conflitos armados na região   Cronologia do seqüestro de Ingrid BetancourtLeia tudo o que foi publicado sobre o caso Ingrid BetancourtO seqüestro de Ingrid Betancourt  O venezuelano afirmou ainda que ligou para Uribe e mostrou sua disposição em ajudar até que o último refém seja libertado e para conseguir a paz no país. "Do meu ponto de vista, o tempo dos fuzis já passou. Tomara que não volte. Que não nos obriguem a retornar para estes tempos. Faço um novo chamado para a guerrilha". O presidente venezuelano explicou que soube do resgate de Betancourt, dos três americanos e 11 militares e policiais durante a visita a obras nos arredores de Caracas após um trabalhador colombiano gritar as novidades de um andaime. "Fiquei gelado. Nesse momento, comecei a fazer ligações e me inteirei dessa feliz notícia", contou. Chávez lembrou o apelo que fez às Farc "para que libertem todos os seqüestrados", e expressou que "essa conduta (a do seqüestro) não pode ser compartilhada". "Além disso, disse que (as Farc) deveriam fazer um esforço maior pela paz e acrescentei que, para mim, o tempo dos fuzis já passou. Acredito e repito, tomara que não volte o tempo dos fuzis, que não nos obriguem a retornar a esses tempos", insistiu.  "É outra hora a que estamos vivendo. Faço um apelo de novo à guerrilha colombiana para que pense nisso (...), Parabéns, pois, à Colômbia e tomara que não brote uma gota de sangue mais, nem na Colômbia nem no mundo. Peço a Deus que assim seja", destacou Chávez. Apelo de Ingrid Segundo a BBC, a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt fez um apelo nesta quinta-feira para que o Hugo Chávez e o presidente do Equador, Rafael Correa, "empurrem" as Farc para a via democrática e que "restabeleçam os níveis de amizade e confiança com o presidente (da Colômbia, Álvaro) Uribe". "Esta é a forma para que possamos alcançar novas libertações unilaterais", afirmou Ingrid, logo após um emocionado reencontro com seus filhos Melanie e Lorenzo Delloye em Bogotá. "Que nos ajudem (Chávez e Correa) para que as mudanças que queiramos fazer na Colômbia sejam pela via democrática, empurrando as Farc, com a influência que eles têm sobre os comandantes das Farc, a deixar o caminho do terrorismo e empreendam o caminho da conciliação e da negociação", acrescentou a ex-refém que foi mantida em cativeiro por seis anos na selva colombiana.

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