Chávez rejeita comparações com egípcio Hosni Mubarak

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, tentou se distanciar das comparações que a oposição tem feito entre os seus doze anos no poder e a situação que levou à renúncia do presidente egípcio, Hosni Mubarak.

REUTERS

13 de fevereiro de 2011 | 18h09

Chávez, que afirma liderar uma revolução socialista no país, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), se prepara para as eleições presidenciais de 2012, quando espera se reeleger para um novo período de seis anos.

"Acho graça quando alguns analistas inteligentes tentam comparar o meu governo com o do ex-presidente Hosni Mubarak no Egito. Estão loucos ... lá sim havia uma ditadura e mais da metade da população vivendo na pobreza, essa é a causa fundamental", ele disse no seu programa de TV dominical.

A oposição venezuelana chama Chávez de ditador constantemente, posição que foi fortalecida desde que a Assembleia Nacional lhe deu poderes especiais para legislar durante dezoito meses, no fim de 2010.

A oposição argumenta que seu governo é autocrático, ao ignorar o conceito de divisão e independência dos poderes públicos.

Os seguidores de Chávez, que foi o vitorioso de quase todas as eleições realizadas na Venezuela desde 1998, dizem que o presidente colocou o poder nas mãos do povo.

"Não existe uma revolução que se planeje friamente pelo celular, Twitter ou qualquer outra coisa", acrescentou Chávez. "Deve haver condições. As revoluções nascem pelo acúmulo de condições objetivas e subjetivas."

(Reportagem de Marianna Párraga e Andrew Cawthorne)

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