Chávez se defende em entrevista com Larry King na CNN

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, reiterou seu desejo de melhorar suas relações com os Estados Unidos, e pediu ao presidente Barack Obama que deixe Cuba em paz.

REUTERS

25 de setembro de 2009 | 08h38

Em entrevista ao apresentador Larry King, transmitida ao vivo pela CNN na noite de quinta-feira, Chávez disse que nem nos piores momentos da sua relação com o ex- presidente George W. Bush ele cogitou cortar o fornecimento de petróleo aos EUA, e que muito menos o faria no governo de Obama.

Mas ele criticou a secretária de Estado Hillary Clinton por afirmar que as compras de armas da Venezuela podem fomentar uma corrida armamentista na América Latina.

"A secretária de Estado está totalmente perdida no mapa", disse o presidente.

Chávez argumentou que a Venezuela teve de recorrer a fontes alternativas para se defender, já que os EUA se negam a vender peças de reposição para equipamentos militares, como os caças F-16 fornecidos por Washington há três décadas, e hoje incapazes de voar.

Chávez disse que o orçamento militar da vizinha Colômbia é dez vezes superior ao da Venezuela, e criticou Obama pela decisão norte-americana de instalar tropas em sete bases militares colombianas.

O presidente venezuelano negou ainda que o Irã tenha planos de transferir tecnologia nuclear para a Venezuela. "Essa é a nova acusação, uma razão para atacar a Venezuela", afirmou. "Firmamos um mecanismo com a Rússia para desenvolver a energia nuclear na Venezuela, isso não é a bomba."

Ele reiterou ainda sua opinião de que Israel é um país que pratica o genocídio contra os palestinos. King argumentou que Israel é um país pequeno, rodeado de inimigos, ao que Chávez respondeu: "Um país pequeno com uma bomba atômica".

Chávez afirmou ainda que Cuba já tem um caminho traçado e continuará construindo o socialismo depois da morte de Fidel Castro.

"Deixem-nos (os cubanos) em paz. Obama tem de pôr fim ao embargo (contra Cuba), como todos lhe pedimos. É um absurdo bloquear um país, é coisa do século 16. Temos de aprender a conviver neste mundo apesar das nossas diferenças."

(Reportagem de Anthony Boadle)

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