Chávez se reunirá com porta-voz das Farc dia 8 de outubro

Encontro é 'preparatório' para possível futura conversa com o líder máximo da guerrilha, Manuel Marulanda

Efe,

19 de setembro de 2007 | 07h24

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, se reunirá no dia 8 de outubro, em algum lugar da Venezuela, com o porta-voz da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Raúl Reyes, para avançar no processo de troca humanitária, afirmou na terça-feira, 18, a senadora colombiana Piedad Córdoba. "O presidente aceita a reunião, também aceita a data e, obviamente, o local será Miraflores (sede do governo venezuelano)", declarou Córdoba aos jornalistas, em Caracas, nesta terça-feira, depois de se reunir com Chávez. Reyes, porta-voz das Farc, propôs a Chávez a reunião. Seria um encontro "preparatório" de uma possível futura conversa com o líder máximo da guerrilha, Manuel Marulanda. Córdoba recentemente se reuniu com Reyes nas selvas da Colômbia, onde recebeu o vídeo no qual o porta-voz das Farc sugere a data e o local da reunião com Chávez. Após a "reunião de trabalho" com a senadora, Chávez disse que "o que está pendente agora é uma reunião com o enviado de Marulanda". "Estou quase certo de que isso acontecerá nas próximas semanas. Eu não sei onde. Já veremos, veremos", despistou. Córdoba disse aos jornalistas que a maior exigência do presidente venezuelano como mediador no processo de troca humanitária de reféns por prisioneiros é a apresentação de "provas de sobrevivência" dos seqüestrados. A senadora, que voltará à Colômbia nesta quarta-feira, 19, disse que nos próximos dias trabalhará para "conseguir provas de sobrevivência, como exige o presidente Chávez", entre outros assuntos. "Pela primeira vez em muitos anos começo a ver que na Colômbia poderemos alcançar a paz", acrescentou a senadora colombiana. Em meados de agosto, ela foi escolhida pelo presidente Álvaro Uribe para atuar como mediadora no processo de troca humanitária. Chávez atendeu em agosto um pedido de Córdoba, e passou a atuar como mediador entre o governo colombiano e as Farc para a troca de 45 seqüestrados por cerca de 500 guerrilheiros presos.

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