Chávez suspende 4 juízas que se reuniram com opositor

Governo acusa magistradas de parcialidade por se encontrarem com Rosales, acusado de corrupção

Agências internacionais,

25 de março de 2009 | 08h42

O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela ordenou na terça-feira, 25, a destituição de quatro juízas que se reuniram secretamente com o líder da oposição e prefeito de Maracaibo, Manuel Rosales, que atualmente enfrenta um processo por corrupção após ter sido acusado oficialmente pela Promotoria do país. Rosales é hoje um dos principais líderes de oposição ao presidente Hugo Chávez.

 

Veja também:

lista Conheça as medidas de centralização anunciadas por Chávez

 

O opositor é acusado de omitir em sua declaração de bens ganhos obtidos entre 2000 e 2004, quando foi governador do Estado de Zulia. Rosales, entretanto, disse que a transferência obedece a "uma ordem" de Chávez, a quem acusa de pretender submetê-lo a um "linchamento político". O Supremo Tribunal de Justiça venezuelano ainda determinou a transferência de Zulia para Caracas do julgamento. A mudança da jurisdição do processo reforça as suspeitas de que Chávez está empenhado em controlar de perto a ação judicial contra um de seus principais adversários políticos.

 

O Circuito Judicial Penal de Zulia, oeste do país, informou que as magistradas Irasema Vílchez, Doris Cruz, Guadalupe Sánchez e Luisa Rojas foram suspensas de seus cargos e não terão direito ao recebimento de salários. O deputado Calixto Ortega explicou que as juízas não foram imparciais ao se reunir com Rosales.

 

O Legislativo de Zulia aprovou um pedido de realização de um referendo sobre alterações da lei de descentralização, que permitiu a Chávez controlar os principais portos e aeroportos do país. O pedido será enviado ao Conselho Nacional Eleitoral na semana que vem.

Tudo o que sabemos sobre:
Venezuela

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.