Chávez tem vantagem de 16 pontos sobre rival em pesquisa

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, tem 16 pontos percentuais de vantagem sobre o oposicionista Henrique Capriles, segundo uma nova pesquisa para a eleição presidencial de outubro.

MARIANNA PARRAGA E EYANIR CHINEA, REUTERS

19 de junho de 2012 | 16h47

O respeitado instituto Datanalisis aponta 43,6 por cento para Chávez e 27,7 por cento para Capriles, candidato único da oposição, segundo uma pessoa que teve acesso à pesquisa.

Essa fonte disse que o número de indecisos caiu ligeiramente em maio, mas permanece em substanciais 28,7 por cento, o que significa que o pleito está em aberto. O Datanalisis não respondeu imediatamente a um pedido para comentar as cifras.

Chávez, de 57 anos, está no poder desde 1999, e mantém popularidade elevada por causa dos seus programas sociais e do seu carisma. Atualmente, ele se trata de um câncer de natureza não revelada.

Analistas dizem que o mistério em torno da sua saúde pode contribuir para a volatilidade da disputa. O presidente tem evitado aparições públicas, mas garante estar se recuperando bem e promete derrotar o rival em 7 de outubro.

Capriles, um governador de 39 anos, tem atraído multidões nos seus eventos de campanha, e espera que sua imagem de energia e jovialidade estabeleça um contraponto com Chávez.

Capriles diz que as pesquisas estão manipuladas, e que sua campanha nacional 'casa a casa' está ganhando fôlego, deixando-o em condições de derrotar o presidente socialista. Ele propõe substituir as políticas chavistas radicais e estatizantes por uma 'esquerda moderna' de inspiração brasileira.

Pela pesquisa Datanalisis, Capriles subiu 2 pontos percentuais desde a pesquisa anterior, e Chávez cresceu 0,7 ponto.

Outra pesquisa da terça-feira, do instituto Gis XXI, dirigido por um ex-ministro de Chávez, deu 57,8 por cento ao atual presidente, contra 23 por cento do rival.

Na segunda-feira, os dois candidatos trocaram farpas a respeito da possibilidade de um debate pela televisão. Chávez disse que ficaria "envergonhado" de confrontar uma "não-entidade" como Capriles, que por sua vez acusou o presidente de ter mais talento para o insulto do que para o debate.

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