Chávez teme conspirações dos EUA com fim do mandato de Bush

O presidente venezuelano, Hugo Chávez,disse na terça-feira que o governo dos Estados Unidos poderiafazer dele uma vítima de conspirações, emboscadas e provocaçõesdurante os meses finais do mandato de George W. Bush. Cháveztambém comemorou a superação da crise andina na semanapassada. As relações entre Caracas e Bogotá se normalizaram depoisda crise gerada pela resposta de Chávez à incursão militar daColômbia em território equatoriano com o fechamento de suaembaixada em Bogotá e a expulsão dos representantes colombianosem Caracas, além de mobilizar tropas à fronteira. "É preciso prestar muita atenção a todas essas emboscadas eprovocações. Serão a ordem do dia...Esse é o último ano dogoverno do atual presidente dos Estados Unidos e ele é o senhorda guerra", disse Chávez em ato com médicos transmitido emcadeia nacional de rádio e televisão. Chávez, que considera Bush seu inimigo ideológico e o acusade tentar derrubá-lo, afirma que o presidente colombiano,Alvaro Uribe, é marionete da Casa Branca, que "move seuscordões". Washington mantém um plano de apoio militar e econômico àColômbia para ajudar na luta contra o narcotráfico e aguerrilha. O presidente, que diz liderar uma revolução socialista emfavor dos pobres, fez votos pela vitória de um governopacifista na disputa eleitoral norte-americana de novembro. "Tomara que o povo dos Estados Unidos eleja um presidenteque venha com uma mensagem de paz, de irmandade, defraternidade com o mundo, de respeito à paz, à vida dos povos,de respeito à humanidade. Ainda que tenhamos diferenças,poderemos nos respeitar e viver em paz como seres humanos e nãonos matarmos como bestas", disse. Chávez confirmou que as relações entre Caracas e Bogotá senormalizaram, mas assegurou que continuará alerta a movimentos"de guerra" impulsionados por Washington. A Venezuela, que é um dos principais fornecedores depetróleo aos Estados Unidos, ameaçou cortar o fornecimento aeste país, mas analistas duvidam que a ameaça se concretize. (Reportagem de Patricia Rondón Espín)

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