Fernando Llano/AP
Fernando Llano/AP

Chávez vai tentar nova reeleição em outubro de 2012

Com data definida, oposição terá tempo para organizar campanha; candidato será definido em fevereiro

HUGH BRONSTEIN E ANDREW CAWTHORNE, REUTERS

13 Setembro 2011 | 17h05

CARACAS - A próxima eleição presidencial na Venezuela foi marcada para 7 de outubro de 2012, quando Hugo Chávez pretende obter um novo mandato e consolidar a sua "revolução" socialista no maior exportador de petróleo da América do Sul.

 

Veja também:

linkChávez espera que quarta sessão de quimioterapia seja a última

 

O anúncio da data serve como tiro de partida do que deve ser uma acirrada disputa entre Chávez, que atualmente se submete a um tratamento contra o câncer, e um candidato único da oposição, a ser escolhido numa primária em fevereiro. O jovial governador estadual Henrique Capriles Radonski é visto como o favorito nessa disputa preliminar.

 

Chávez, de 57 anos, domina a política venezuelana desde 1999, e disse nesta terça-feira, 13, que pretende concorrer a pelo menos mais dois mandatos de seis anos até 2025. Marcando a data da eleição para outubro - e encerrando assim meses de especulações -, haverá bastante tempo para a campanha. Além disso, Chávez terá também um longo período para se recuperar. Ele foi operado em junho e inicia neste mês a quarta fase da quimioterapia contra um câncer de natureza não revelada.

 

'Campanha longa e confortável'

 

Boris Segura, economista-sênior da Nomura International Securities em Nova York, disse que as autoridades foram sensatas na escolha da data, apesar de a Venezuela geralmente realizar eleições só em dezembro. "Essa é uma notícia muito construtiva, pois dá à oposição tempo suficiente para fazer a campanha depois de escolher seu candidato em fevereiro", disse.

 

Líderes oposicionistas temiam que a eleição ocorresse ainda antes, e se disseram satisfeitos. "As eleições em outubro de 2012 nos permitirão uma campanha longa e confortável", disse o dirigente política Henrique Ramos a jornalistas.

Eleições parlamentares no ano passado mostraram a Venezuela profundamente dividida entre chavistas e antichavistas. Analistas dizem que até um terço dos venezuelanos continuam indeciso para o pleito presidencial, o que significa que a campanha será crucial e potencialmente feroz.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.