Chávez visita Santiago de Cuba e assina mais acordos

O presidente venezuelano foi recebido por seu colega cubano, Raúl Castro

EFE

23 de dezembro de 2007 | 02h44

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, visitou neste sábado a cidade de Santiago, no leste de Cuba, assinou novos acordos econômicos bilaterais e voltou a afirmar a relação de unidade entre os dois países. A chegada de Chávez ao aeroporto de Santiago de Cuba foi em ritmo de conga. Ele foi recebido pelo presidente em exercício, Raúl Castro, e os dois visitaram o cemitério de Santa Efigenia, onde repousam os restos do herói nacional José Martí. Depois, foram ao quartel Moncada, símbolo da revolução cubana. No trajeto, milhares de habitantes, mobilizados desde o começo da manhã, deram as boas-vindas a Chávez, com bandeiras venezuelanas e cubanas e cartazes com o rosto do visitante. No Museu 26 de julho, dentro do quartel que um grupo comandado por Fidel Castro tentou tomar em 1953, numa ação considerada o início da revolução que seria vitoriosa em 1959, Raúl Castro brincou e dividiu lembranças com Chávez. À tarde, os dois presidiram a assinatura de 14 novos acordos entre seus países para projetos conjuntos nos setores energético, químico, petroquímico, agrícola, alimentício e pesqueiro. Eles incluíram a ampliação da refinaria Hermanos Díaz, um plano para reativar o oleoduto Matanzas-Santiago, a formação de três empresas mistas e a concessão de mais créditos. Chávez e Castro também anunciaram a ampliação da capacidade da refinaria de Cienfuegos, de 65 mil barris diários de petróleo até 150 mil. Os acordos são um novo passo nas relações de Cuba com a Venezuela, seu principal parceiro econômico e comercial. A troca de bens e serviços entre os dois países supera os US$ 7 bilhões por ano. A Venezuela fornece cerca de 92 mil barris de petróleo por dia a Cuba, que retribui com serviços médicos, educativos e esportivos. O vice-presidente de Cuba, Carlos Lage, disse que na Venezuela trabalham atualmente 39 mil colaboradores cubanos. Quase 31 mil são do setor de saúde. "Nós, presidente Chávez, nos orgulhamos de sua amizade, da amizade desse querido povo venezuelano. Estamos orgulhosos de marchar juntos", disse Lage. O vice-presidente lembrou as palavras do líder cubano, Fidel Castro, em mensagem divulgada no último dia 17 dizendo que "é preciso ser conseqüente até o fim". "Nós, os revolucionários cubanos, seremos coerentes até o fim contigo", acrescentou, dirigindo-se a Chávez. O presidente venezuelano respondeu afirmando que Cuba e Venezuela são uma só nação. "Aqui em Santiago de Cuba, nós, venezuelanos, estamos na mesma nação. Vocês, lá em Paraguaná ou em Caracas, também. Mas essa consciência precisa ser alimentada", disse.

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