'Chavista' morre em confronto com manifestantes na Venezuela

Jovem leva tiros durante protestos contra a reforma constitucional que será submetida a referendo no domingo

Reuters e Efe

26 de novembro de 2007 | 16h16

Um jovem de 19 anos que seria simpatizante do governo de Hugo Chávez morreu nesta segunda-feira, 26, na Venezuela ao enfrentar um grupo de manifestantes que protestava contra a reforma constitucional que será submetida a um referendo no domingo, disseram autoridades venezuelanas.   De acordo com o vice-presidente do país, Jorge Rodríguez, a vítima, identificada como José Aníbal Oliveros Yepez, levou "dois tiros" em meio a um violento protesto no Estado de Carabobo.   "Não encontraram melhor argumento que o homicídio (de um) jovem de 19 anos que cometeu o delito de ser responsável e querer ir ao seu trabalho. Vamos agir com toda a força. Não vamos permitir que esses assassinos instaurem o que desejam e o que têm planejado", disse Rodríguez num ato de campanha em Caracas.   De acordo com a imprensa local, o assassinato ocorreu na manhã desta segunda, na região de Ciudad Alianza, quando trabalhadores da estatal Petrocasa tentavam chegar ao local de trabalho e encontraram um piquete de oposicionistas bloqueando a passagem.   Segundo o comandante da 41.ª brigada blindada e guarnição de Valencia, capital de Carabobo, general Cliver Alcalá, o jovem Oliveros recebeu dois disparos nas costas e um no antebraço após enfrentar os manifestantes.   Rodríguez acrescentou que 80 pessoas foram presas por atos de violência em diversas partes dos Estados centrais de Aragua e Carabobo. A imprensa local confirmou que nos dois Estados várias ruas foram fechadas pelos manifestantes que protestavam desde a madrugada de segunda-feira.   O vice-presidente disse que tanto os "focos" de distúrbios quanto a morte do trabalhador da Petrocasa devem ser parte dos supostos planos opositores de gerar "violência e desestabilização" no país para impedir a realização do referendo sobre a reforma constitucional.   "Já vínhamos alertando. Não vamos permitir que estes assassinos se estabeleçam. (Os opositores) estão em plano de violência porque sabem que o povo está com o presidente Chávez", disse Rodríguez.   Matéria ampliada às 19h14

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