Chavistas e opositores vão às ruas em aniversário de golpe

Vice-presidente pede que aliados saiam às ruas para defender revolução; oposição marcha apesar de proibição

estadao.com.br,

04 de fevereiro de 2010 | 15h24

Partidários do presidente venezuelano, Hugo Chávez, e da oposição devem ir às ruas nesta quinta-feira, 4, em Caracas, no aniversário do golpe frustrado do presidente em 1992.

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Chávez celebra a intentona em meio a um crescente descontentamento popular, motivado por racionamentos de água e luz em partes do país. Na semana passada, dois estudantes chavistas morreram durante manifestações no país.

Partidários do presidente convocaram uma marcha na zona oeste de Caracas, próxima a um forte militar. Estudantes da oposição devem sair em passeata da zona leste em direção à Assembleia Nacional.

Pela manhã, o vice-presidente Eliás Jaua, empossado nesta semana, conclamou os chavistas a saírem às ruas. "O inimigo deve saber que as forças de Chávez estarão em cada esquina para lhe combater", disse.

O dirigente estudantil Nizar El Fakih disse que a oposição decidiu se manifestar porque quer consolidar os espaços democráticos, e não um golpe de Estado. Fakih criticou a decisão das autoridades de não aprovar a marcha opositora. "Isto é uma descriminação", afirmou.

 

As cercanias da Assembleia Nacional amanheceram protegidas por um forte dispositivo de segurança.

Tenente-coronel do Exército, Chávez liderou em 4 de novembro de 1992 uma revolta contra o presidente Carlos Andrés Perez. O levante deixou 17 militares e 80 civis mortos. Desde que chegou ao poder nas eleições de 1999, Chávez celebra a intentona todos os anos, apesar das críticas da oposição.

 

Com informações da Associated Press

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