Chefe da Marinha argentina deixa cargo após apreensão de navio em Gana

O chefe da Marinha da Argentina foi demitido de suas funções, afirmou nesta segunda-feira o governo, que investiga quem decidiu enviar a Gana a embarcação naval que foi apreendida pela Justiça do país africano a pedido de detentores de dívidas argentinas não pagas.

Reuters

15 de outubro de 2012 | 20h35

A embarcação, um símbolo da Marinha argentina que percorria a costa africana com mais de 300 tripulantes, foi retida depois que um tribunal ganês aceitou a petição do fundo NML Capital, que tenta recuperar o valor de bônus congelando bens estatais.

O porta-voz do governo argentino, Alfredo Scoccimarro, disse que o vice-almirante Daniel Alberto Martín substituirá o almirante Carlos Paz como chefe da força naval.

A Fragata Liberdade, com tripulação que inclui marinheiros chilenos e uruguaios, foi apreendida no porto de Tema, em Gana, em 2 de outubro.

A Argentina declarou um calote da dívida soberana há uma década e ainda enfrenta processos judiciais de detentores de títulos não pagos em tribunais dos Estados Unidos.

O país sul-americano alega que, devido à natureza militar, o navio não pode ser objetivo de credores porque goza de imunidade soberana.

Mas em uma decisão na semana passada, o tribunal comercial em Accra, a capital de Gana, afirmou que a Argentina renunciou à imunidade quando emitiu os bônus.

A Fragata Liberdade estava de visita a Gana como parte de uma viagem pelo oeste da África. O próximo destino seria Angola.

(Reportagem de Guido Nejamkis)

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