Chefe das Farc que desertou é processada na Colômbia

'Karina' é acusada de homicídio, terrorismo e outros delitos; acusações se referem a um ataque de 1999

Efe,

17 de junho de 2008 | 01h34

Um promotor de direitos humanos da Colômbia processou nesta segunda-feira "Karina", conhecida como chefe de frente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que desertou há um mês desta guerrilha, informaram porta-vozes judiciais de Bogotá. Ela é acusada de homicídio múltiplo, terrorismo e outros delitos. As acusações são derivadas de um ataque rebelde há nove anos que deixou 16 mortos, entre policiais e civis, segundo destacou a Procuradoria Geral em comunicado público. O ataque foi registrado em 31 de julho e 1º de agosto de 1999 em Nariño, localidade no noroeste de país e foi cometido pelas frentes 9 e 47 das Farc, o segundo dos quais estava ao comando de Elda Neyis Mosquera García, conhecida como "Karina". A promotoria lembrou que os atacantes ativaram no povoado um veículo carregado com explosivos e causaram a morte de nove policiais e sete civis, e seqüestraram oito soldados mais. Um dos policiais mortos era o comandante da estação de Nariño, baleado pelos guerrilheiros na praça central da localidade. No ataque, os rebeldes também saquearam a filial de um banco estatal e vários comércios. "Karina" desertou no dia 19 de maio em Sonsón, povoado vizinho a Nariño, ambas em Antioquia e foi transferida para Bogotá, onde está detida.

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