Chefe de segurança de Correa morre após pegar gripe suína

Coronel foi hospitalizado há quase um mês; outros dois membros do governo contraíram vírus, mas passam bem

Gabriel Bueno, da Agência Estado,

08 de setembro de 2009 | 11h21

O chefe da segurança do presidente do Equador, Rafael Correa, morreu após semanas combatendo a gripe A H1N1, informaram autoridades locais na segunda-feira, 7. O coronel da Aeronáutica John Merino foi hospitalizado com o vírus em 10 de agosto e morreu no fim do domingo, no Hospital Militar, segundo comunicado do governo.

 

A gripe A H1N1 já matou pelo menos 44 pessoas no Equador, segundo dados do Ministério da Saúde. O vírus atingiu também o ministro da Coordenação Política, Ricardo Patino, e outro membro da força de segurança encarregada de proteger o presidente. O próprio Correa ficou uma semana em observação médica, mas os médicos determinaram que ele não estava com a doença.

 

Em outro caso separado, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, voltou ao trabalho na segunda-feira após ficar uma semana isolado por estar com o vírus. Sorridente e aparentando boa saúde, Uribe cumprimentou vários empresários, em um encontro no escritório presidencial, segundo fotos divulgadas pelo governo.

 

Uribe começou a apresentar sintomas mais fortes da doença durante um encontro da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), no dia 28 de agosto, na Patagônia, Argentina. Outros membros da administração contraíram o vírus, como o alto comissário para a paz Frank Pearl, o chefe da segurança do presidente, general Flavio Buitrago, e o chefe da Aeronáutica Civil, Fernando Sanclemente.

 

O presidente da Costa Rica, Oscar Arias, também havia contraído a doença, mas já se recuperou. O mandatário ficou uma semana isolado e voltou ao trabalho em 25 de agosto.

 

Na sexta-feira, a Organização Mundial de Saúde (OMS) informou que pelo menos 2.837 pessoas morreram com o vírus no mundo. As autoridades temem uma segunda onda de infecções, com a chegada do outono e inverno no Hemisfério Norte.

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