Chefe militar diz que estado de Betancourt continua incerto

Ex-candidata presidencial colombo-francesa está seqüestrada desde 23 de fevereiro de 2002

Efe,

17 Abril 2008 | 02h12

As autoridades colombianas não obtiveram relatórios precisos sobre o real estado de saúde da ex-candidata presidencial colombo-francesa Ingrid Betancourt, refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) desde 2002, disse nesta quarta-feira, 16, o comandante das Forças Militares, o general Freddy Padilla de León.  Veja também:Seqüestrador de Ingrid envia pedido de desculpas a SarkozyPara Farc, morte de Reyes deixa França sem interlocutor O chefe militar admitiu que o estado de saúde da refém "é incerto", assim como o das outras 39 pessoas que os rebeldes mantêm cativos na expectativa por uma troca por guerrilheiros presos. "Há muitos rumores sobre ela e os outros seqüestrados, muita especulação", expressou Padilla de León em uma entrevista à emissora Caracol Radio. "É uma incógnita", acrescentou o chefe militar, que, no entanto, observou que Betancourt "não pode estar em seu melhor estado psíquico e físico", já que está seqüestrada desde 23 de fevereiro de 2002. Padilla de León coincidiu com o alto comissário para a Paz, Luis Carlos Restrepo, que disse em entrevista divulgada no domingo passado que há uma "onda de rumores sem fundamento" sobre Ingrid Betancourt. No entanto, Restrepo afirmou que tudo "parece indicar que (Betancourt) tem um problema gastrointestinal crônico e também sinais de desnutrição". "Algumas informações indicam que ela possivelmente tenha malária", acrescentou o comissário, que assinalou ainda que ela sofre de estresse e depressão.

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