Chile acredita que libertação de reféns seja passo para paz

Governo chileno expressou sua alegria com o resgate de Ingrid Betancourt e outros 14 reféns das Farc

Efe,

02 de julho de 2008 | 20h14

O governo chileno expressou  nesta quarta-feira, 2, alegria com o resgate da ex-candidata presidencial da Colômbia Ingrid Betancourt, que permaneceu seis anos em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), e destacou o fato como um passo rumo à paz permanente no país. "É um primeiro passo no que esperamos que seja um processo significativo contínuo, até conseguir a paz permanente em um país irmão, tão próximo do Chile", afirmou aos jornalistas o ministro de Relações Exteriores chileno, Alejandro Foxley.   Veja também: Exército colombiano anuncia o resgate de Ingrid Betancourt Resgate foi absolutamente impecável, diz Ingrid Quem são os ex-reféns libertados pelo Exército colombiano EUA elogiam operação de resgate Rice pede às Farc que libertem outros reféns Resgate de Ingrid é vital para a paz, diz Evo Farc devem selar paz com Uribe, diz embaixador O drama de Ingrid Depoimento dos filhos de Ingrid (em espanhol)    O chanceler reiterou ainda a condenação chilena ao uso do seqüestro com fins políticos e enviou uma mensagem de "solidariedade" para aqueles que seguem em poder das Farc. "Expressamos nossa condenação mais forte ao seqüestro, à cobrança de resgate e ao uso de seres humanos com fins terroristas", disse o chefe da diplomacia chilena.   O ministro da Presidência, José Antonio Viera Gallo, disse que "cada vez que termina uma violação aos direitos humanos no mundo é motivo de alegrar". "Ingrid Betancourt era o símbolo de uma mulher injustamente seqüestrada, privada da liberdade e do contato com sua família. Uma mulher símbolo em matéria de direitos humanos", afirmou Viera Gallo.   Ingrid, os americanos Thomas Howes, Keith Stansell e Marc Gonsalves, e outros 11 militares e policiais foram resgatados nesta tarde pelo Exército colombiano nos departamentos de Guaviare (sul) e Vaupés (sudeste). Viera Gallo enviou ainda uma "grande saudação" a Betancourt, à sua família e a todos os que trabalharam pela libertação dos reféns que estavam seqüestrados pelas Farc.   "Uma grande saudação, porque todo o povo chileno se alegra com esta muito boa notícia", assinalou o ministro, que ressaltou que Betancourt "tinha conquistado um lugar em todos os corações do mundo". O ministro manifestou também sua esperança de que esta libertação também se expanda a Mianmar, onde a vencedora do prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, se encontra detida.   O ministro porta-voz do governo, Francisco Vidal, disse que a libertação de Betancourt é um "bom triunfo para a humanidade". "A lição para todo mundo é que as formas de fazer política não podem ajudar à violação dos direitos humanos", ressaltou. Por sua parte, o presidente do Senado, Adolfo Zaldívar, manifestou que "o importante é que se termine com um sistema tão brutal como são os seqüestros".

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