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Chile dá primeiro passo para descriminalizar cultivo de maconha

A medida, que será analisada por uma comissão parlamentar de Saúde para, então, ser votada em plenário, tenta mudar a forma de acesso à maconha, já que hoje seu consumo não é penalizado no Chile

O Estado de S. Paulo

07 de julho de 2015 | 17h55

SANTIAGO - A Câmara dos Deputados do Chile aprovou nesta terça-feira, 7, o início da discussão de um projeto que pretende legalizar o cultivo particular de maconha para consumo medicinal e recreativo, na tentativa de descriminalizar o uso e conter o tráfico no país. A iniciativa foi aprovada por um total de 68 deputados, 39 votaram contra e houve 5 abstenções.

"É um dia histórico contra o narcotráfico, um dia histórico para que usuários (com fins) medicinais deixem de ser perseguidos de uma vez por todas neste país e possam ter acesso a um remédio que possam cultivar em seus quintais", disse a deputada Karol Cariola, do Partido Comunista.

A medida, que será analisada por uma comissão parlamentar de Saúde para, então, ser votada em plenário, tenta mudar a forma de acesso à maconha, já que hoje seu consumo não é penalizado no Chile.

Em abril, o distrito de La Florida, no Chile, deu início à colheita da primeira plantação legal de maconha para uso medicinal, como parte de um programa aprovado pelo governo destinado a ajudar pacientes com câncer a tratar a dor. 

O Uruguai tornou-se, em 2013, o primeiro país da América Latina a aprovar uma lei que permite a produção e venda legal de maconha, iniciativa que tem o objetivo de reduzir a insegurança associada ao narcotráfico num país onde um terço da população carcerária está ligada a crimes envolvendo drogas. / REUTERS 

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