Chile está atento à tensão indígena após morte de estudante

O Chile segue de perto uma série deprotestos de grupos indígenas mapuche no sul do país, após amorte recente de um estudante num incidente com a polícia,disse na segunda-feira o ministro suplente do Interior, FelipeHarboe. Na semana passada, o estudante mapuche Matías Catrileomorreu com um tiro em meio a um confronto com a polícia, depoisque um grupo de indígenas ocupou de forma ilegal parte de umapropriedade de um empresário florestal como protesto, alegandoque aquelas terras pertenciam a seus antepassados. Um executivo da hidroelétrica Trayenko, filial da empresanorueguesa SN Power que planeja construir três centrais numaárea próxima a comunidades mapuche, foi atacado nasegunda-feira num bairro de Santiago por um desconhecido queatirou duas vezes em seu carro. Ele não ficou ferido. No lugar do incidente contra o executivo Mario Marcheseforam encontrados quatro panfletos com as siglas "C.A.M.", quea polícia e a vítima presumem corresponder à CoordenadoriaArauco Malleco, entidade que tem liderado as demandasterritoriais do povo mapuche. Enquanto isso, várias vias locais que unem povos na Regiãoda Araucanía, que concentra a principal região mapuche no sulchileno, foram interrompidas por protestos de indígenas. "O que podemos dizer é que ocorreram fatos isolados, queprecisam ser investigados e punidos como corresponde", disseHarboe a jornalistas. Os mapuche ou "gente da terra", conhecidos pela ferocidadecom que resistiram à conquista espanhola, pedem a devolução deterras em poder de empresário. Essas terras se caracterizam porserem ricas em bosques ou estão situadas em regiões por ondepassam importantes rios. "Fomos vítima de um grave atentado. Esta situação nos pegouabsolutamente de surpresa...Temos sido respeitosos com ascomunidades vizinhas", disse a jornalistas Nils Huseby,vice-presidente da SN Power. (Reportagem de Antonio de la Jara)

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