Chile reconhece Estado palestino, mas sem precisar fronteiras

O Chile anunciou na sexta-feira o seu reconhecimento oficial do Estado palestino como nação livre, em conformidade com decisões anteriormente tomadas por outros países latino-americanos, como Brasil e Argentina.

REUTERS

07 de janeiro de 2011 | 19h08

No entanto, o ministro chileno de Relações Exteriores, Alfredo Moreno, não disse se o país também reconhece as fronteiras que o Estado tinha antes da guerra dos Seis Dias, de 1967.

"O governo do Chile tomou a decisão de conceder o reconhecimento à existência do Estado da Palestina como um país livre, independente e soberano," disse Moreno em entrevista coletiva.

O chanceler disse ainda que o presidente do Chile, Sebastián Piñera, viajará a Israel em 4 de março e em seguida visitará os territórios palestinos.

Israel disse que o reconhecimento por países da América Latina de um Estado Palestino é altamente prejudicial e um sinal de interferência de países que nunca tomaram parte no processo de paz no Oriente Médio.

O Estado judeu disputa a reivindicação pela Palestina de toda a Cisjordânia e Jerusalém Oriental, territórios tomados da Jordânia na Guerra dos Seis Dias, em 1967. As negociações de paz entre os dois lados foram interrompidas em várias ocasiões ao longo dos anos.

(Reportagem de Bianca Frigiani e Moisés Avila)

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