Chile retira acusações de corrupção contra família de Pinochet

Tribunal anula processo contra víuva, filhos e 10 aliados do ex-ditador chileno por contas bancárias ilegais

Agências internacionais,

26 de outubro de 2007 | 13h55

Um tribunal chileno retirou as acusações de corrupção contra a viúva do ex-ditador do país, Augusto Pinochet, seus filhos e aliados. O grupo era acusado de ter transferido ilegalmente US$ 27 milhões para contas bancárias fora do Chile, mas eles negam qualquer envolvimento com a operação.  Veja também:Entenda o escândalo que envolve a família Pinochet  A corte de apelação aceitou os pedidos apresentados a favor de Lucía Hiriart, viúva do general, de seus filhos Marco Antonio, Lucía, Verónica e Jacqueline, e de vários colaboradores do ex-ditador. Além da família do ditador, outras 10 pessoas acusadas de ligação com as remessas ilegais foram beneficiadas pela medida. Segundo a investigação judicial, existiriam indícios de que os processados tiveram participação no desvio de uma quantia superior a US$ 27 milhões dos fundos reservados que ficavam sob o controle da Casa Militar, um organismo mantido por Pinochet nos últimos anos de seu regime para suas contas pessoais A investigação sobre a fortuna de Pinochet foi aberta em 2005, após a descoberta de contas secretas do general no Riggs Bank, dos Estados Unidos, e em outras entidades financeiras. A fortuna do falecido ditador chileno Augusto Pinochet seria proveniente de comissões pelo comércio de armas, além de desvios de verbas públicas, segundo acusação que consta no processo contra parentes e ex-colaboradores do general. Pelo menos 3.000 pessoas morreram ou desapareceram durante a ditadura de Pinochet, e 28 mil outras foram torturadas, inclusive a presidente Michelle Bachelet.

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