Chile só encontra restos de corpos de acidente aéreo

Avião desapareceu na sexta nas imediações do Arquipélago Juan Fernández, em pleno oceano Pacífico

RODRIGO GARRIDO, REUTERS

05 Setembro 2011 | 08h35

ILHA ROBINSON CRUSOÉ - As equipes de resgate encontraram no domingo "restos humanos" do avião que caiu no mar com 21 pessoas a bordo, o que diminui a esperança de recuperação de corpos das vítimas do pior acidente aéreo do país nas últimas décadas.

No fim do segundo dia de buscas, os resultados foram pouco animadores, já que foram localizados somente restos e nenhum corpo inteiro.

O avião, um Casa 212, desapareceu na sexta-feira nas imediações do Arquipélago Juan Fernández, em pleno oceano Pacífico.

A localização de restos humanos, levados à capital, Santiago, para a identificação que demorará alguns dias, acabou com a esperança de que grande parte dos cadáveres dos passageiros estaria junto na fuselagem do avião no fundo do mar, em uma área já delimitada.

Os últimos indícios fortaleceram a tese da desintegração do jato no momento do choque contra o mar, o que dificulta ainda mais as buscas em uma área sujeita a condições climáticas instáveis, com ondas e correntes perigosas.

"É provável que não encontremos todos os corpos", admitiu o ministro chileno da Defesa, Andrés Allamand, que lidera as operações no arquipélago situado a aproximadamente 670 quilômetros da capital.

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, anunciou luto nacional nesta segunda-feira e na terça-feira, em memória dos mortos no acidente.

"Nós acreditamos que não haja sobreviventes (...) e embora vamos fazer tudo o que seja humanamente possível para encontrar os corpos das pessoas acidentadas, não podemos garantir que essa busca vá ter 100 por cento de êxito", disse Piñera em una base da Força Aérea na capital.

Até domingo à noite só haviam sido recuperados quatro corpos.

A tragédia comoveu o país já que entre os ocupantes do avião estava o famoso apresentador da TV chilena e do Festival de Viña del Mar em 2009-2010, Felipe Camiroaga, e o empresário Felipe Cubillos, que liderou várias campanhas de reconstrução depois do terremoto que causou danos em várias localidades do Chile em fevereiro de 2010.

Camiroaga, Cubillos e uma equipe da TVN planejavam realizar uma reportagem sobre as obras de reconstrução no arquipélago, que sofreu fortes danos com as ondas gigantescas desencadeadas pelo terremoto.

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