Chilenos apresentam queixas por negligências durante terremoto

Uma delas se refere à falta de alerta de tsunami; a outra critica estrutura do aeroporto de Santiago

Efe,

18 de março de 2010 | 19h12

Familiares e advogados de vítimas do terremoto e posterior tsunami que aringiram o Chile em 27 de fevereiro apresentaram nesta quinta-feira, 18, queixas contra as autoridades e os responsáveis pelo aeroporto de Santiago por supostas negligências durante a catástrofe que deixou quase 500 mortos.

 

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A primeira delas, apresentada por Waldo Márquez, se refere à falta de alerta de tsunami em Constitución, uma das cidades mais afetadas pelo tremor. A mãe de Márquez, Fidelisa Lastra, de 77 anos, morreu na ocasião.

 

Segundo Márquez, sua mãe e outras vítimas poderiam ter se salvado se um alerta de maremoto tivesse sido emitido.

 

O senador Guido Girardi e o advogado Samuel Donoso lideraram uma queixa de um grupo pelas lesões graves que soferam, quando estavam no aeroporto internacional de Santiago. 

 

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Duas das vítimas foram Marianela Poo e sua filha Macarena Franz, que caíram do terceiro andar de um piso enquanto tentavam escapar.

 

Franz relatou aos jornalistas que no momento do terremoto "todo mundo tentou escapar, mas nós vimos que não havia saídas de emergência, nada sinalizado, corremos o mais rápido que podíamos".

 

"Ao sair vimos que a passarela estava fechada, tentamos voltar, mas as portas com sensores não abriam porque a energia já estava cortada, ficamos presas e caímos do terceiro andar", contou. A mãe de Franz fraturou a coluna e teve uma fratura exposta no fêmur.

 

O advogado que apresentou a queixa afirmou que as lesões das duas mulheres são de exclusiva responsabilidade da concessionária do aeroporto Arturo Merino Benítez.

 

"Foram negligências na construção das passarelas, na sinalização do aeroporto e nas normas de evacuação que causaram os ferimentos dos quais elas foram vítimas", disse Donoso.

 

O terremoto e posterior maremoto deixaram um saldo de quase 500 mortos, dois milhões de danificados e graves danos na estrutura viária e imobiliária do país.

 

Cerca de 400 réplicas atingiram o país após o tremor principal de magnitude 8,8, muitas delas com mais de 5 graus na escala Richter.

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