Chilenos começam a votar certos de segundo turno em janeiro

Os chilenos começaram a chegar aos centros de votação neste domingo para uma eleição presidencial na qual o empresário Sebastián Piñera figura como favorito, mas que de acordo com todas as previsões será definida em um segundo turno em janeiro.

GABRIELA DONOSO, REUTERS

13 de dezembro de 2009 | 10h04

As mesas de votação foram constituídas sem grandes inconvenientes por volta das 6h30 (7h30, horário de Brasília), segundo as autoridades, e os primeiros eleitores já iam aos colégios para escolher o novo presidente e renovar parcialmente o Congresso de senadores e deputados.

Na disputa estão ainda o candidato governista e ex-presidente Eduardo Frei, segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto, que iria ao segundo turno em 17 de janeiro, quando a maioria dos chilenos estará em suas férias de verão.

Em terceiro lugar aparece o independente Marco Enríquez-Ominami, filho de um ex-guerrilheiro assassinado durante a ditadura de Augusto Pinochet. Em seguida está Jorge Arrate, ex-membro da coalizão que governa o país e agora representante da esquerda.

A expectativa é de que os primeiros resultados saiam por volta das 16h (17h, horário de Brasília). Se Piñera conseguir maioria simples neste domingo, será a primeira vez que a direita supera o candidato do bloco centro-esquerdista que governa há duas décadas e que chegou ao poder para dar fim à ditadura de Pinochet, entre 1973 e 1990.

São esperados cerca de 8,28 milhões de eleitores em 34.000 mesas de voto. No Chile o voto é obrigatório para os inscritos nos registros eleitorais.

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