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Maurício Dueñas/Efe
Maurício Dueñas/Efe

Chuva adia resgate de refém das Farc

Operação com apoio brasileiro deve libertar sargento colombiano sequestrado há 12 anos

estadao.com.br

30 de março de 2010 | 11h28

BOGOTÁ - A missão humanitária para o resgate do sargento colombiano Pablo Emílio Moncayo, refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) há 12 anos, foi adiada ao menos até as 13 horas desta terça-feira, 30, devido a más condições climáticas. Há, porém, a possibilidade de a missão ocorrer somente na quarta.

 

Dois helicópteros brasileiros vão participar do resgate, em parceria com a Cruz Vermelha Internacional. De acordo com o coronel Carlos Aguiar, da Força Aérea Brasileira (FAB), a equipe de resgate está preparada para a missão mesmo se a chuva não ajudar. "É muito compensador poder contribuir com esta operação", disse.

 

Segundo o porta-voz da Cruz Vermelha Internacional Adolfo Beteta, os helicópteros não puderam decolar por causa da chuva. A senadora colombiana Piedad Cordoba, que lidera a missão, escreveu na rede social Twitter que o resgate foi adiado em uma hora. "Vamos esperar que o tempo melhore em Florência", disse. O Exército colombiano suspendeu desde ontem as operações na região para permitir a libertação de Moncayo.

 

Piedad, porém, disse que o governo não descartou a possibilidade de passar a operação para a quarta-feira, mas disse que a decisão sobre partir ou não será da equipe de resgate brasileira. "Temos uma janela de oportunidade para aproveitar e esperamos que o clima nos ajude", disse o alto comissário da paz da Colômbia, Frank Pearl.

 

O resgate deve acontecer dois dias depois de outro refém, Josué Daniel Calvo, que passou 11 meses em poder das Farc, ter sido resgatado pela mesma missão, liderada pela senadora colombiana Piedad Córdoba, por membros do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), da Igreja Católica e da ONG Colombianos e Colombianas pela Paz.

 

O gesto unilateral das Farc é visto como uma tentativa de atrair o presidente colombiano, Álvaro Uribe, ou seu sucessor, que será escolhido nas eleições de 30 de maio, para um acordo de troca de guerrilheiros presos por 22 militares que ainda estão em poder do grupo. Uribe disse ontem que só aceitaria a troca caso os guerrilheiros soltos prometessem nunca mais pegar em armas.

 

As operações ocorreram poucos dias depois da publicação de três pesquisas que mostram os candidatos aliados de Uribe - o ex-ministro da Defesa Juan Manuel Santos e a ex-chanceler Noemí Sanín - como favoritos. Segundo analistas, os dados mostram uma clara aposta dos colombianos na continuidade do endurecimento com a guerrilha.

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