Chuva deixa Bolívia em estado de emergência

Governo decreta emergência nacional em meio a inundações que deixaram 18 mortos

REUTERS

22 de janeiro de 2008 | 19h52

O governo boliviano decretou na terça-feira estado de "emergência nacional" devido às chuvas dos últimos dias, que provocaram inundações e um saldo preliminar de 18 mortos e quase 30 mil famílias afetadas, segundo a agência estatal de notícias ABI. Os desastres naturais, atribuídos ao fenômeno La Niña, causaram também a interdição de várias estradas, entre elas duas rodovias importantes no rico Departamento (Estado) de Santa Cruz (leste) e no centro do país. O decreto de emergência expedido na noite de segunda-feira afirma que os maiores danos ocorreram nos Departamentos de Santa Cruz e Beni, ambos na fronteira com o Brasil, e nos andinos de Cochabamba e Chuquisaca. O vice-ministro de Defesa Civil, Hernán Tuco, disse a jornalistas que os prejuízos alcançam pelo menos 30 milhões de dólares, e que cerca de 10 mil hectares de lavouras estão submersos. O decreto prevê providências dos ministérios de Defesa e Desenvolvimento Rural. A Bolívia viveu uma situação semelhante no ano passado por causa do fenômeno El Niño, que afetou mais gravemente o leste do país. Segundo dados da ONU, entre dezembro de 2006 e março de 2007 o El Niño deixou na Bolívia 56 mortos, 8 desaparecidos e 600 mil afetados, além de prejuízos de 443,3 milhões de dólares (4 por cento do PIB boliviano). Naquela ocasião, a Bolívia recebeu uma grande ajuda internacional, especialmente de Argentina e Venezuela, cujos governos enviaram veículos e militares. (Reportagem de Armando Pérez Fernández)

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