Cientista colombiano é acusado de tráfico de macacos do Brasil

Revista afirma que indígenas da região vendem espécimes de macaco-da-noite por US$ 25 mil cada

Efe,

23 de novembro de 2007 | 03h28

O imunologista colombiano Manuel Elkin Patarroyo, descobridor da primeira vacina sintética contra a malária em 1986, foi acusado por ex-colaboradores de traficar macacos do Peru e do Brasil para suas pesquisas, informou nesta quinta-feira, 22, a revista Cambio. O cientista colombiano, que ganhou em 1994 o Prêmio Príncipe de Astúrias, dirige a Fundação Instituto de Imunologia da Colômbia (FIDIC), que tem um centro experimental em Leticia, mil quilômetros ao sul de Bogotá. A revista denunciou que os indígenas da região vendem espécimes de macaco-da-noite ("Aotus nancymaae") ao cientista, pelo equivalente a US$ 25 cada animal. "Há evidência de que pessoas vindas do Peru e do Brasil vendem animais ao FIDIC sem os trâmites de legalização nos seus países. Além disso existe grande preocupação porque o centro recebe animais muito jovens", disse a publicação. A reportagem cita Lina Peláez, que trabalhou no centro de pesquisa em Leticia, na fronteira com o Brasil e o Peru. Ela afirmou que Patarroyo "há mais de 20 anos pega esses animais sem sequer um estudo de população, sem criar um centro para reprodução, apenas extraindo os macacos da floresta". "A atividade implica destruir florestas para a captura e o dano ambiental é grande", ressaltou Peláez. Ela denunciou que "pessoas sem prévio treinamento capturam de forma indiscriminada os micos e arrasam com as florestas primárias". No entanto, o médico colombiano negou as acusações e disse que por causa de suas ocupações não pode cuidar do centro de pesquisa de Leticia.

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