Cingaleses no Haiti serão repatriados após denúncia de abuso

Investigação da ONU descobriu que cerca de 100 soldados abusavam sexualmente de menores

Agências Internacionais

02 de novembro de 2007 | 20h30

A Organização das Nações Unidas anunciou nesta sexta-feira, 2, que irá repatriar 108 soldados do Sri Lanka que fazem parte das forças de manutenção de paz no Haiti, em campos disciplinares. Segundo a ONU, a decisão aconteceu após investigação de denúncias de abuso sexual de menores praticadas por estes soldados. A porta-voz da organização, Michelle Montás, disse que a repatriação ocorrerá neste sábado, 3, e que os envolvidos serão submetidos a medidas disciplinares em seu país. "As acusações estão relacionadas a relações sexuais, particularmente com o pagamento de prostitutas, algumas delas menores de idade", afirmou porta-voz. A decisão de repatriar os soldados aconteceu após as autoridades de Colombo, no Sri Lanka, receberem um relatório preliminar do caso, preparado por um departamento de supervisão interna da ONU em conjunto com uma equipe de investigação do cingalesa no Haiti. De 950 membros do batalhão do Sri Lanka, 108 serão repatriados neste sábado, com o apoio de autoridades do país."A ONU e o Sri Lanka consideram essa questão muito séria e reiteram seu compromisso com a política de tolerância zero com qualquer prática de abuso sexual, exploração", disse a porta-voz. A porta-voz acrescentou que a ONU e o governo cingalês "lamentam profundamente" todo o episódio de abuso e exploração que possa ter ocorrido. A Minustah (sigla, em francês, para Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti) conta atualmente com 6.700 militares e 1.622 policiais, que estão sob comando do general brasileiro Carlos Alberto dos Santos Cruz. Apesar do episódio, a porta-voz Michelle Montas frisou que o Sri Lanka tem sido uma importante colaboração para o trabalho de missões de paz da ONU.

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