Cinza vulcânica pode afetar voos na Argentina por várias semanas

O tráfego aéreo dos principais aeroportos argentinos pode continuar afetado durante as próximas semanas devido à nuvem de cinzas vulcânicas proveniente do Chile, na maior perturbação da história para o setor aéreo local.

JULIANA CASTILLA, REUTERS

12 de julho de 2011 | 18h13

Centenas de voos já tiveram de ser cancelados desde o início de junho por causa da erupção do complexo vulcânico Puyehue-Cordón Caulle, que liberou uma coluna de cinzas que cobriu o centro e sul da Argentina, chegando até a Austrália e o Brasil.

"O que sabemos é que a intensidade da erupção, ou seja, a quantidade de material que emite vem baixando, mas não há maneira de prever quanto tempo isso pode durar ... É de se esperar que dure por alguns dias ou semanas", disse à Reuters Gustavo Villarosa, vulcanólogo do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas da Argentina.

Nos últimos dias, os principais aeroportos de Buenos Aires operaram apenas de forma intermitente, e vários terminais da Patagônia estão há mais de um mês sem voos.

O tráfego aéreo no Uruguai também foi afetado pelas cinzas, que podem ser abrasivas para alguns componentes dos aviões.

Por causa do forte aumento do turismo nos últimos anos e da Copa América que está sendo disputada na Argentina, o transtorno aéreo causado pelas cinzas já é o maior na história do país, segundo uma fonte da Administração Nacional de Aviação Civil (Anac), que pediu anonimato.

Entre as empresas afetadas estão a Aerolíneas Argentinas, a chilena LAN, as brasileiras TAM e Gol, as australianas Qantas e Virgin e a norte-americana American Airlines.

José Antonio Naranjo, vulcanólogo da Universidade Católica do Chile, explicou que a erupção já está chegando ao fim, mas que é impossível prever o comportamento da cinza, porque ela "é tão fina que não cai."

Carlos Benítez, diretor do centro de alerta de cinzas vulcânicas da Argentina, também disse que o comportamento da nuvem é difícil de prever.

"Uma coisa é a coluna (de cinzas), e para isso sim há uma ótima projeção ... O que não se pode saber é qual se levanta do chão, e qual fica embaixo. Pode haver momentos em que isso não atue, e momentos em que sim."

(Reportagem de Juliana Castilla)

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