Cinzas de mortos em ataque às Farc chegam ao México

Pai de uma das vítimas diz que o governo mexicano agiu de acordo com os interesses do país

Efe,

20 de março de 2008 | 21h57

As cinzas de três dos quatro mexicanos mortos em um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), no Equador, bombardeado por tropas colombianas, no último dia 1º, chegaram nesta quinta-feira, 20, ao México acompanhados de parentes das vítimas.   Veja também: Farc diz que operação para matar Reyes foi executada por EUA Farc anunciam nomeação de substituto de Iván Ríos Senadora colombiana descarta libertação de mais reféns das Farc     Marcelo Franco, pai do estudante Fernando Franco Delgado, um dos mortos, assegurou que o presidente do México, Felipe Calderón, atuou de acordo com interesses alheios aos de seu país na crise suscitada por causa da incursão colombiana em solo equatoriano.   "O governo de Calderón sempre respondeu aos interesses de pessoas como (o presidente colombiano Álvaro) Uribe. E esse é um exemplo mais de seu maldito servilismo aos Estados Unidos", disse Franco, cercado por dezenas de familiares no Aeroporto Internacional da Cidade do México.   O pai da vítima e os parentes de outras chegaram à capital mexicana procedentes do Equador em um vôo comercial que fez escala em Bogotá.   Além das cinzas de Franco Delgado, chegaram as de Juan González del Castillo e Verónica Natalia Velázquez, todos eles estudantes da Universidade Nacional Autônoma do México (Unam).   Marcelo Franco reiterou que as autoridades mexicanas haviam deixado os estudantes "sós" na crise e exige "uma condenação enérgica" à operação lançada contra um acampamento das Farc em solo equatoriano, e que vitimou o número dois da guerrilha, conhecido como Raúl Reyes.   "Para nós, (nossos filhos) não morreram. Seguiremos à Faculdade de Filosofia e Letras (onde vários estudavam) e a qualquer instância de governo para defender o fato de nossos filhos se encontrarem lá para fazer uma pesquisa, insistindo que não eram guerrilheiros", acrescentou.   O México condenou o ataque do Exército da Colômbia contra o acampamento das Farc em território equatoriano e afirmou que esperará o fim das investigações do caso antes de determinar quais medidas deve adotar.

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