Cinzas de vulcão chileno paralisam atividades na Argentina

Tempo ruim fecha aeroporto de Buenos Aires e atrasa retorno de turistas brasileiros após o feriado

Efe,

05 de maio de 2008 | 11h51

As cinzas emitidas pelo vulcão chileno Chaitén fizeram com que as aulas fossem suspensas em escolas de algumas regiões da Patagônia argentina, onde as autoridades pediram que os cidadãos ficassem em suas casas. Problemas também foram registrados no aeroporto de Buenos Aires, onde turistas brasileiros enfrentam tumulto e protestam na volta do feriado por causa do cancelamento de vôos.   Veja também:   Atrasos em vôos na Argentina atingem 900 brasileiros   O repórter da Eldorado João Vito Cinquepalmi relata atrasos no aeroporto de Buenos Aires   O Aeroporto foi fechado no domingo, por conta do mau tempo. A previsão é que o embarque se normalize a partir da madrugada desta terça-feira. O fenômeno natural atinge as cidades de Trelew, Esquel e Corcovado, que ficam a 1.900 quilômetros da capital Buenos Aires e que juntas tem cerca de 70 mil habitantes. O vulcão Chaitén entrou em erupção na madrugada da última sexta.   O serviço de meteorologia do país disse nesta segunda que as cinzas chegam a aproximadamente 8 mil metros de altura e o vento, além disso, a leva para o norte da província de Santa Cruz. Segundo o prefeito de Esquel, Carlos Mantegna, a situação é de calma, "mas começou a cair cinza de novo e por precaução as aulas foram suspensas e foi pedido que as pessoas ficassem em suas casas".   Em Corcovado, o prefeito Raúl Díaz disse que as chuvas de domingo "não foram suficientes para que as cinzas se dispersassem e, por isto, a visibilidade é quase nula quando escurece". Díaz afirmou que as cinzas emitidas pelo vulcão Chaitén "são partículas muito finas" que causam transtornos nas vias respiratórias e na vista.   Segundo a diretora de Meio Ambiente de Esquel, Carina Arraqué, embora a água contaminada com cinzas "não seja tóxica, os especialistas recomendam não tomá-la". As atividades turísticas no Parque Nacional Los Alerces estão suspensas para que seus funcionários possam ajudar os habitantes da região com os problemas causados pela erupção.   (Com João Vito Cinquepalmi, da rádio Eldorado)

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