Clara Rojas diz que nunca soube verdadeiro paradeiro de Emmanuel

A política colombiana Clara Rojas,libertada nesta quinta-feira pelas Forças ArmadasRevolucionárias da Colômbia após um sequestro que durou mais decinco anos, disse que só ficou sabendo há alguns dias que seufilho Emmanuel, nascido no cativeiro, está sob proteção dogoverno colombiano. A ex-candidata à vice-presidência revelou que seu filhonasceu em um acampamento no meio da selva em 16 de abril de2004, numa difícil cesariana realizada por um enfermeiro daguerrilha e na qual a criança sofreu uma fratura em um dosbraços. "Na verdade a primeira surpreendida fui eu, tanto que reagie disse: quarta-feira não será o que me disseram. Eles mediziam que (Emmanuel) estava bem, para que eu não mepreocupasse, mas eu não tinha notícia da criança", disse Rojasà Caracol Radio em Caracas. "Desde o primeiro momento eu pedi que eles o entregassem àminha mãe através da Cruz Vermelha Internacional, e escrevivárias cartas ao comandante Manuel Marulanda, aos membros dosecretariado", acrescentou. O filho de Rojas foi entregue pelas Farc a um camponês dopovoado de El Retorno, no departamento de Guaviare, para quefosse cuidado. Mas devido aos problemas de saúde da criança, o camponês alevou a um hospital onde os médicos, devido ao estado deabandono e desnutrição que apresentava, decidiram deixá-lo aoscuidados de uma instituição governamental de proteção infantil,que assumiu a custódia de Emmanuel em 2005 sem o conhecimentoda guerrilha. Rojas, de 44 anos e com um bom semblante frente às câmerasde televisão, disse que seu filho seguirá chamando-se Emmanuel,apesar de atualmente estar registrado como Juan David. A política, sequestrada pelas Farc em fevereiro de 2002,não revelou detalhes sobre o pai da criança e disse que não temnenhuma notícia dele. Ela revelou que após o parto teve de permanecer 40 diasimobilizada em uma cama, enquanto uma guerrilheira cuidava deseu filho. Rojas disse que separou-se da criança quando ela tinha 8meses, devido às condições adversas registradas no meio daselva e pelas dificuldades criadas pelas operações militares. "Era o mais pequenino, o mais lindo, o que mais me impactoufoi seu sorriso e também seu choro", disse antes de revelar quelogo após o nascimento não teve leite para amamentar o bebê. A agora ex-refém também disse que agora se dedicará acuidar da saúde de seu filho e de reorganizar sua vida pessoale familiar. (Por Luis Jaime Acosta)

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