Clara Rojas pede que Ingrid 'não pense na morte como solução'

Ex-refém das Farc aconselha Ingrid Betancourt a se alimentar e tomar todos os remédios para evitar doenças

Efe,

07 de abril de 2008 | 14h32

A ex-candidata a vice-presidente da Colômbia Clara Rojas pediu que sua companheira de chapa e de cativeiro Ingrid Betancourt não cogite sua morte como solução ao drama o qual vive e que mantenha a esperança. Clara, libertada em 10 de janeiro após quase seis anos em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), se dirigiu à ex-candidata franco-colombiana em um programa da rádio RCN, que envia mensagens de incentivo aos reféns. Veja também:Ingrid pode não estar tão doente quanto se pensava, diz FrançaCercadas, Farc vêem opções se esgotaremConheça a trajetória de Ingrid Betancourt Por dentro das Farc Entenda a crise  Histórico dos conflitos armados na região   "Não contemple a morte como uma solução", pediu Clara Rojas a Betancourt, seqüestrada desde fevereiro de 2002 e que, segundo diversas testemunhas, se encontra em estado grave de saúde nas florestas do sul colombiano. Clara aconselhou a sua ex-companheira eleitoral a se alimentar e tomar os medicamentos necessários para combater várias doenças. A ex-candidata a vice-presidente colombiana pediu ainda que Betancourt "renove seus pensamentos e esperanças." "Que guarde a esperança de que vai voltar, que com a ajuda de Deus vai estar aqui e que nem sequer cogite a possibilidade de que a morte é uma solução mais fácil, como ela disse uma vez poeticamente", ressaltou. Clara recomendou que a ex-companheira de chapa "desfrute as poucas riquezas que há" em um seqüestro, como tomar banho, "que é um alívio", como ela disse em carta à família. "Ficar deprimida reduz a imunidade e favorece doenças", afirmou. Clara Rojas foi libertada graças às gestões humanitárias do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e da senadora opositora colombiana Piedad Córdoba. A ex-parlamentar teve um filho há mais de três anos com um rebelde não identificado. Clara lembrou que os companheiros de cativeiro, entre eles soldados e policiais seqüestrados, cuidaram do bebê e lhe fizeram roupas, e disse que a criança "emocionalmente se encontra muito bem." Desde a semana passada uma missão humanitária enviada pela França espera que as Farc permitam que Betancourt receba socorro médico, ao mesmo tempo em que cresce o clamor para que seja liberada.

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