Clara Rojas visita Emmanuel em lar infantil de Bogotá

Filho da política estava no Instituto Colombiano de Bem-estar Familiar desde 2005; ele ficou 8 meses com a mãe

Efe,

14 de janeiro de 2008 | 00h33

O reencontro com seu filho era o momento mais esperado por Clara Rojas desde 10 de janeiro, quando as Farc a libertaram após quase seis anos de seqüestro. Veja também:Clara pode recuperar Emmanuel em até duas semanas 'Farc mantêm militares acorrentados'Libertação abre possibilidade de pazGaleria de fotos do resgate das reféns  Assista às imagens da libertação Saiba quem são as refénsEntenda o que são as FarcCronologia: do seqüestro à libertação A política foi libertada junto com a ex-congressista Consuelo González de Perdomo, no departamento de Guaviare nas selvas do sudeste colombiano. A operação foi comandada por uma missão humanitária liderada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e planejada pelo governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez. "A criança parece estar muito bem", antecipou Rojas ao comparecer à imprensa na plataforma da base aérea no aeroporto internacional de Eldorado (Bogotá), aonde chegou por volta das 17h05 (de Brasília) procedente de Caracas em uma aeronave militar colombiana. A ex-candidata a vice-presidente acrescentou que depois se encontraria de "maneira privada" com Emmanuel. O menino, que tem pai guerrilheiro, nasceu em 16 de abril de 2004 em um acampamento e permaneceu por oito meses junto com sua mãe, até que os rebeldes o entregaram doente a um camponês de El Retorno, remota localidade no Guaviare. O camponês o levou depois ao hospital público da localidade, no qual foi internado com malária, leishmaniose, desnutrição e um braço fraturado, segundo os registros do ICBF. A entidade estatal o recebeu com o nome de Juan David Gómez Tapiero, a identidade sob a qual viveu com o camponês até meados de 2005. O encontro de Clara Rojas e sua família com a criança foi emocionante, segundo fontes ligadas à entidade estatal. Rojas tinha qualificado a possibilidade de seu reencontro definitivo com Emmanuel como um "milagre".

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