Colômbia aceita entrega de reféns a Chávez ou Sarkozy

Após cancelar mediação de venezuelano com as Farc, Uribe diz que libertação unilateral seria bem vinda

Reuters

23 de novembro de 2007 | 17h01

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, autorizou nesta sexta-feira, 23, os presidentes Hugo Chávez, da Venezuela, e Nicolas Sarkozy, da França, a receberem os reféns sequestrados pelas Farc, caso a guerrilha marxista decida libertá-los unilateralmente.  Veja também:Chávez ainda espera provas de vida dos reféns das FarcColômbia encerra missão de Chávez com FarcFrança pede retomada de mediação de Chávez  Chávez teria 'agenda oculta' para libertação de reféns das FarcO próprio Uribe decidiu na quarta-feira, 21, suspender a mediação estabelecida por Chávez para a troca de 49 reféns por cerca de 500 guerrilheiros presos na Colômbia. Bogotá deixa aberta, porém, uma possibilidade de que Chávez mantenha seu envolvimento no processo. Segundo o jornal El Tiempo, Uribe acrescentou, durante a 8.ª Cúpula do Parlamento Latino-Americano, que o governo se esforçou ao máximo para negociar a libertação dos seqüestrados, mas as Farc não quiseram. "Estes terroristas colombianos conseguiram transformar todos os que lhes estenderam as mãos em idiotas", afirmou Uribe. "Se os terroristas libertarem os sequestrados numa decisão unilateral ao presidente Chávez, da irmã República Bolivariana da Venezuela, ou ao presidente Sarkozy, da França, ou à Cruz Vermelha Internacional, ou se simplesmente os libertarem, o governo da Colômbia desde já dá as boas-vindas a essa libertação", declarou. Chávez disse na noite de quinta-feira, em um telefonema ao líder da guerrilha, Manuel Marulanda, que continuava disposto a receber os reféns em seu país. O afastamento de Chávez da função de mediador frustrou parentes dos reféns, entre os quais está a ex-candidata a presidente Ingrid Betancourt. As posições inflexíveis das Farc e do governo colombiano dificultam a troca de prisioneiros. A guerrilha exige que Uribe retire o Exército e a polícia de uma área montanhosa de 780 quilômetros quadrados, no sul do país, onde ocorreria a negociação. Uribe diz que as Farc querem tirar proveito militar de uma zona estratégica para o tráfico de armas e de drogas.

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