Colômbia aceita libertações graduais de reféns das Farc

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, suavizou suas exigências para que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) libertem 24 militares das Forças Armadas e anunciou que facilitará as entregas unilaterais e graduais oferecidas pela guerrilha.

LUIS JAIME ACOSTA, REUTERS

20 de setembro de 2009 | 11h50

A decisão do governo de Uribe é uma mudança de posição que poderia proporcionar a imediata libertação do suboficial do Exército, Pablo Emilio Moncayo, e do soldado Josué Daniel Calvo, quem as Farc ofereceram entregar em abril.

Mas a libertação não aconteceu por exigência do governo para que a guerrilha liberasse simultaneamente todos os 24 reféns, alguns dos quais estão quase 12 anos no cativeiro em meio à floresta.

"Se facilita, através do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e da Igreja Católica, as libertações unilaterais oferecidas pelas Farc. Se reitera a autorização para que a senadora Piedad Córdoba participe do ato de libertação", segundo um comunicado do governo.

O anúncio aconteceu depois que Uribe se reuniu com os familiares dos reféns em poder da guerrilha.

A senadora Córdoba, que no início do ano recebeu seis reféns entregues pelas Farc como gesto de paz, disse que a decisão do governo poderá contribuir para a libertação de três reféns nos próximos dias.

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