Colômbia acusa Chávez de ter dado US$ 300 milhões às Farc

Documentos encontrados onde Raúl Reyes foi morto evidenciam as acusações, diz comandante colombiano

Reuters,

03 de março de 2008 | 16h02

O comandante policial da Colômbia, Oscar Naranjo, disse nesta segunda-feira, 3, que documentos encontrados no acampamento onde um líder das Farc foi morto mostraram evidências de que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, deu US$ 300 milhões aos guerrilheiros.   Veja também: Galeria de fotos da crise  OEA pede reunião para resolver crise entre Colômbia e Equador Colômbia acusa Equador e Venezuela na Assembléia da ONU Chávez diz que morte de número 2 das Farc foi ato 'covarde' Perfil de Raúl Reyes, o 'número dois' das FarcEntenda a crise entre Colômbia, Equador e Venezuela  Por dentro das Farc      Ingrid Betancourt esteve a ponto de ser libertada   Ainda nesta segunda-feira, 3, a Venezuela preparava os planos de logística para mobilizar tropas de na fronteira com a Colômbia, conforme determinou o presidente venezuelano após os ataques às Farc no último sábado, 1º. Chávez ainda pediu o fechamento da embaixada venezuelana em Bogotá.   O presidente venezuelano acusou o chefe de Estado da Colômbia, Álvaro Uribe, o qual descreveu como "mentiroso", "mafioso" e "paramilitar", de colocar o continente à beira de uma guerra. "Nós não queremos guerra, mas não permitiremos que o império americano nem seu cachorro, o presidente (colombiano Álvaro) Uribe, nos divida", disse. "Se a Colômbia fizer o mesmo na Venezuela, responderei enviando alguns Sukhois", acrescentou, se referindo a aviões de guerra comprados recentemente da Rússia.   Ligações do Equador   O general Oscar Naranjo afirmou ainda nesta segunda-feira, 3, que os computadores achados no acampamento de Raúl Reyes também revelam documentos que mostram ligações entre o líder rebelde e um representante do governo equatoriano.   Cópias dos papéis, um de 18 de janeiro e outro de 28 de fevereiro, ambos assinados pelo falecido Raúl Reyes e dirigidos aos chefes das Farc, foram apresentados por Naranjo a imprensa no palácio do governo, após o presidente Correa anunciar a expulsão do embaixador colombiano de Quito.   Os documentos são "extremamente reveladores e, ao mesmo tempo, demandam respostas das autoridades equatorianas" sobre os vínculos das Farc com o governo equatoriano, disse Naranjo. O Equador alega que as acusações são falsas. (Reportagem de Patrick Markey)

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