Colômbia acusa Venezuela de boicotar decisão negociada na Unasul
Segundo chanceler colombiano, ministro venezuelano voltou atrás 'na última hora' em reunião
Efe
Chanceler do Equador, Ricardo Patiño, fala durante reunião. Foto: José Jácome/Efe
BOGOTÁ - O governo da Colômbia acusou nesta sexta-feira, 30, o da Venezuela de boicotar uma declaração final pactuada na cúpula de chanceleres da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), que foi realizada na quinta-feira, em Quito, para analisar a crise entre os dois países, mas que terminou sem acordos.
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"Alcançamos uma declaração praticamente pactuada por todos", na qual estava incluída o pedido da Colômbia de criar um "mecanismo de cooperação eficaz e de verificação" da suposta presença de guerrilheiros na Venezuela, disse hoje a várias emissoras locais o chanceler colombiano, Jaime Bermúdez.
No entanto, "no último minuto, a Venezuela voltou atrás, quando todos os chanceleres já tinham decidido a posição oficial", disse Bermúdez.
Segundo ele, inclusive o chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, "aceitou a versão inicial" da declaração, mas "quando fez consultas, seguramente a Caracas, a decisão foi danificada no final".
Os ministros das Relações Exteriores da Unasul não conseguirem superar em Quito a crise diplomática entre Venezuela e Colômbia e passaram a missão para os presidentes da região, por considerarem que o tema precisa de uma definição "do mais alto nível".
Na quinta-feira passada, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, rompeu as relações diplomáticas com a Colômbia depois que o embaixador colombiano na Organização dos Estados Americanos (OEA) denunciou a presença de 1.500 guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) em solo venezuelano.