Colômbia adia novamente votação de projeto sobre reeleição

Referendo foi paralizado por denúncias de não cumprimento da lei; medida será votada em 1º de setembro

Agência Estado, Associated Press e Efe,

27 de agosto de 2009 | 09h43

A Câmara dos Deputados da Colômbia adiou novamente na quarta-feira, 26, a votação do referendo para a possibilidade do terceiro mandato presidencial. Inicialmente agendada para a terça-feira, a votação novamente não foi realizada por denúncias de não cumprimento da lei. A nova data para o referendo é a próxima terça-feira, 1º de setembro.

 

A sessão de quarta-feira durou mais de sete horas, mas não houve votação. Os congressistas anularam 56 declarações de "impedimento" dos colegas, argumentos dos deputados para decidirem não votar determinado tema. Segundo as normas internas do Congresso, cada um desses impedimentos deve ser aprovado ou rejeitado em plenário.

 

Na terça-feira, a sessão durou mais de oito horas e também terminou em impasse. Alguns deputados alegam que estão impedidos de discutir o tema pois há no Judiciário uma investigação sobre a aprovação do primeiro projeto de reeleição.

 

O presidente da Câmara, Edgar Gómez, assinalou que se buscará agilizar as discussões sobre os congressistas investigados pelo Supremo e assim realizar de maneira rápida a votação do referendo.

 

A situação diz possuir a maioria na Casa mais dos 84 votos necessários entre os 166 deputados para aprovar a medida, mas vários membros desse grupo têm aspirações presidenciais próprias ou mesmo rechaçam a manutenção do atual presidente, Álvaro Uribe, pela falta de alternância de poder.

 

A Constituição atual permite uma única reeleição consecutiva, para um governo de quatro anos. Uribe, de 57 anos, já se reelegeu uma vez, em 2006, mas nunca se pronunciou claramente em público sobre seu desejo de seguir na presidência. As próximas eleições serão em maio de 2010.

 

Caso o texto passe e seja ratificado pelo Judiciário, a medida ainda vai a votação popular para ser referendada. Se a Câmara não aprovar o texto, ficam descartadas as chances de Uribe seguir no cargo.

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