Colômbia adia retomada de relações com Equador

A Colômbia adiou a retomada das relaçõesdiplomáticas com o Equador, em protesto pelas recentesdeclarações do presidente equatoriano, Rafael Correa,consideradas hostis pelo governo colombiano, disse nestaterça-feira o chanceler Fernando Araújo. Em resposta, o Equador disse na terça-feira que pode imporrestrições comerciais à Colômbia. As relações dos dois países estão suspensas desde o iníciode março, após o ataque de militares colombianos contra umaregião de selva no Equador, no qual morreram pelo menos 25pessoas, incluindo o número dois da guerrilha Forças ArmadasRevolucionárias da Colômbia (Farc), Raúl Reyes. "Nós tínhamos acertado com a Chancelaria do Equador orestabelecimento das relações diplomáticas nesta semana, emnível de encarregados de negócios, e tínhamos a intenção defazer isso, mas as últimas declarações do presidente Correa nosfecharam o espaço para poder avançar nesse processo", explicouo chanceler da Colômbia. "Não sentimos que esteja certo que, com declarações tãoofensivas do presidente Correa, nós nos façamos de surdos esimplesmente sigamos adiante no estabelecimento das relações",acrescentou Araújo, falando para uma rádio local. Araújo disse que a Colômbia se preocupa com as constantesmudanças do presidente Correa, que um dia faz declarações"amistosas" e no outro, "inamistosas". Apesar da decisão da Colômbia, o chanceler assegurou quemanterá os canais de comunicação, que incluem a Fundação Cartere a Organização dos Estados Americanos (OEA). Os dois paísestêm uma fronteira terrestre de 586 quilômetros. Correa garantiu no fim de semana à imprensa argentina queserá seu país que fixará as datas no que se refere à relaçãocom a Colômbia, deteriorada depois do bombardeio do acampamentodas Farc em território equatoriano. "Somos nós os agredidos,nós temos de fixar as datas", afirmou Correa. O Equador acusou a Colômbia de ter executado um massacreque violou sua soberania. Já a Colômbia afirma que o governo deCorrea mantém acordos secretos com as Farc e apóia esse grupo,considerado uma organização terrorista pelos Estados Unidos eUnião Européia. (Reportagem de Luis Jaime Acosta)

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