Colômbia afasta 25 militares por violação de direitos humanos

Uribe acusa Exército de suposto envolvimento no desaparecimento de 11 jovens declarados mortos em combate

Agências internacionais,

29 de outubro de 2008 | 11h38

O governo do presidente Álvaro Uribe anunciou nesta quarta-feira, 29, o afastamento de 25 militares, incluindo três generais do Exército. Eles foram acusados de "conspirar com delinqüentes" para cometer crimes, inclusive homicídios. A decisão foi tomada, segundo o presidente e seus comandantes, por causa da desaparição de 11 homens no início do ano de um bairro em Soacha, ao sul de Bogotá. Os cadáveres apareceram em uma vala comum no nordeste do país, e alguns deles foram apresentados como guerrilheiros mortos em combate.   O anúncio foi feito pelo comandante das Forças Armadas, general Freddy Padilla, no escritório de governo. Também estavam na entrevista coletiva o presidente Álvaro Uribe, o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, e os comandantes dos militares.   Uribe afirmou que logo que o caso veio à tona foi ordenada uma investigação militar interna. "Essas descobertas mostram que em algumas instâncias houve negligência, falta de cuidado com os procedimentos que devem ser observados e isso permitiu que algumas pessoas possam estar implicadas em crimes resultantes da conspiração entre delinqüentes e membros do Exército", afirmou Uribe.   Segundo o presidente, em alguns casos foram "assassinados inocentes para dar a sensação de que se está enfrentando os criminosos nessas regiões". Uribe apontou que esses crimes buscam "desorientar" o trabalho das forças de segurança, para manter os criminosos ativos. Os três generais envolvidos são Roberto Pico Hernández, José Joaquín Cortes Franco e Paulino Coronado. A Promotoria Geral analisaria as acusações que seriam apresentadas contra os militares.   Os crimes foram registrados, principalmente, no norte de Santander, departamento da fronteira nordeste com a Venezuela e no qual estavam destacados os efetivos destituídos. Além deles há quatro coronéis, sete tenentes-coronéis, três majores, um capitão, um tenente e seis suboficiais, segundo a relação de destituídos divulgada pelo comandante das forças militares.

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