Colômbia afasta mais um militar acusado de ligação com tráfico

Contra-almirante que está sendo investigado deve provocar novo escândalo nas Forças Armadas

Associated Press,

13 de agosto de 2007 | 18h50

O ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, confirmou nesta segunda-feira, 13, que mais um importante oficial das forças armadas foi afastado e está sob investigação por ter tido laços com narcotraficantes. A revelação deve ser um novo escândalo para as forças armadas colombianas, já afetadas desde a semana passada por revelações de vínculos entre o alto escalão do Exército e chefões da droga. Desta vez, é o contra almirante Gabriel Arango, que foi diretor da organização dos Jogos Centro-americanos, realizados em Cartagena em 2005. O contra almirante, na Marinha da Colômbia, é um posto apenas inferior a vice-almirante e a almirante. Arango rebateu as acusações e disse que ninguém nem mesmo lhe informou sobre do que é acusado. Ele afirmou ter pedido pelo menos cinco encontros com o ministro Santos, sem sucesso, para conhecer as acusações. Quando assumiu o cargo de organizador dos jogos, em 2005, a preparação do evento estava atrasada e Cartagena podia até mesmo perder a sua realização. O presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, elogiou o trabalho de Arango e muitas pessoas no país consideram que ele foi essencial para que os jogos fossem considerados os melhores da história. Santos afirmou que Arango é um oficial como uma "carreira brilhante" e uma das "grandes promessas" das forças armadas da Colômbia. Arango foi diretor da Escola Naval em Cartagena e diretor da pára-estatal Corporación de Ciencia e Tecnologia de la Indústria Naval, Marítima y Fluvial (Cotecmar). Arango também serviu no centro de operações de San Andrés, o arquipélago colombiano que fica no meio do Caribe, na América Central, e é utilizado como ponto de escala das drogas que são traficadas aos Estados unidos. "Tomamos a decisão de afastá-lo porque os indícios contra ele são muito claros," disse o ministro Santos. Arango disse que jamais trabalhou com o narcotráfico e lembra que quando serviu em San Andrés comandou a apreensão de 1,5 tonelada de cocaína.

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