Colômbia afirma que não é mais refém comercial da Venezuela

Segundo governo, rompimento de relações diplomáticas não afetará a economia do país

Reuters,

23 de julho de 2010 | 18h39

BOGOTÁ- A Colômbia disse nesta sexta-feira, 23, que a decisão da Venezuela de romper relações diplomáticas não terá nenhum impacto adicional sobre a economia, e que os comerciantes da zona de fronteira terão direito a um programa de ajuda.

 

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O comércio entre os dois países despencou de cerca de U$S 6,1 bilhões em 2008 para US$ 4 bilhões em 2009 por causa de restrições impostas pela Venezuela como retaliação por um acordo militar entre Bogotá e Washington.

 

Na quinta-feira, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou o rompimento total das relações devido às acusações colombianas de que ele seria tolerante com a presença de guerrilheiros de esquerda no território da Venezuela. A decisão provocou alarme entre comerciantes da zona fronteiriça.

 

"Em julho do ano passado perdemos o comércio, já não somos reféns do comércio, já não nos podem chantagear dizendo que vão fechar a fronteira e o comércio", disse o ministro colombiano de Comércio, Indústria e Turismo, Luis Guillermo Plata.

 

Ele anunciou medidas especiais para aliviar a situação de comerciantes e industriais na região. "Vamos fazer uma feira nacional em Cúcuta (cidade fronteiriça com a Venezuela) para que a Colômbia compre (da) Colômbia."

 

Analistas estimaram que o rompimento do comércio com a Venezuela representará uma redução anual de 1 ponto porcentual no Produto Interno Bruto (PIB).

 

Mas a Colômbia demonstrou capacidade para se recuperar do impacto, diversificando seus mercados. De janeiro a maio deste ano, suas exportações subiram 26,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, chegando a US$ 16,1 bilhões.

 

Nesta sexta, o Banco Central elevou sua previsão de crescimento econômico, da faixa de 2 a 4% para 3,5 a 5,5%. A nova estimativa já incorpora uma queda de US$ 1,2 bilhão nas exportações colombianas para a Venezuela neste ano.

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