Colômbia aguarda a libertação de três reféns das Farc

Guerrilha pode libertar seqüestrados até o Natal; imprensa especula que entrega será na Venezuela

EFE

23 de dezembro de 2007 | 06h49

A espera pela libertação de três reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) continua neste domingo, 23, com a maioria dos colombianos acreditando que o grupo guerrilheiro deve cumprir a sua promessa.  A deputada Consuelo González, a assessora política Clara Rojas e seu filho Emmanuel, que nasceu durante o cativeiro, podem ser libertados até a véspera do Natal.   Veja também: Entenda o que são as Farc  Com Farc e Uribe pressionados, Colômbia tem ano otimista Cronologia: do seqüestro à perspectiva de liberdade   As duas políticas estão em poder das Farc desde 2002. O menino é filho de Clara e de um guerrilheiro, e tem cerca de 3 anos de idade. Entre os parentes dos três, há confiança de que as Farc cumprirão o anúncio, apesar de o presidente venezuelano, Hugo Chávez, ter alertado em Cuba que há setores do governo colombiano que não querem a libertação dos seqüestrados. No entanto, Chávez também disse que já tem uma fórmula para receber os três reféns. Ele esclareceu que será "uma operação delicada".   A senadora de oposição colombiana Piedad Córdoba disse em Caracas, neste sábado, que espera uma "senha" de Chávez sobre a anunciada libertação. Ela e o governante venezuelano atuavam como mediadores na negociação de um acordo humanitário entre as Farc e o governo colombiano, suspensa pelo presidente Álvaro Uribe.   Em declarações a jornalistas, a ex-mediadora também afirmou que as operações do Exército colombiano podem adiar a liberdade de Clara Rojas, Emmanuel e Consuelo Perdomo. Na quarta-feira, os rebeldes afirmaram que as três pessoas recuperariam sua liberdade, num ato de "desagravo" a Chávez.   Para Clara González de Rojas, mãe de Clara, a liberdade de sua filha e neto seria "o melhor presente de Natal que Deus poderia dar após tanto sofrimento". Pessoas próximas à família disseram a jornalistas que esperam a libertação na noite de Natal. Patricia Helena e María Fernando, filhas de Consuelo González, prepararam um sítio perto do município de Pitalito, no sul do país, para receber a sua mãe.   Além dos parentes, o presidente Álvaro Uribe disse, na sexta-feira que está "à expectativa de que libertem os seqüestrados"."Tomara. É o que desejamos", afirmou. Segundo o jornal El Tiempo, fontes ligadas à chancelaria venezuelana afirmaram que o lugar escolhido para a entrega dos três reféns estaria em algum ponto do estado do Amazonas, na Venezuela. A data seria 23 ou 24 de dezembro.   A imprensa colombiana e venezuelana especula a possibilidade de que os três reféns já estejam na Venezuela. Eles teriam atravessado a fronteira numa região de pouca presença militar, no departamento colombiano de Arauca.   Também já poderiam estar na Venezuela a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, o ex-congressista Luis Eladio Pérez e os americanos Keith Stansell, Thomas Howes e Marc Gonsalves. Mas o vice-presidente venezuelano, Jorge Rodríguez, desmentiu este boato.   As Farc têm em seu poder 42 políticos, soldados e policiais colombianos, além de três americanos. A intenção do grupo é trocar os reféns por cerca de 500 guerrilheiros presos.

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