Colômbia ameaça paramilitares mentirosos com extradição

Além da extradição, governo afirma que os criminosos que mentirem perderão os benefícios judiciais

Efe,

11 de agosto de 2007 | 16h43

O governo colombiano afirmou neste sábado, 11, que os paramilitares perderão os benefícios judiciais que receberam ao fazerem uma negociação de paz caso mintam em suas confissões perante a Promotoria, e ameaçou extraditá-los se for solicitado pela Justiça de outros países. "No evento que for comprovado, eles (os paramilitares), conforme a Lei, perderiam os benefícios e deveriam submeter-se à Justiça ordinária (...) e se expõem também à extradição", disse o ministro do Interior e de Justiça, Carlos Holguín. A autoridade referiu-se a um pedido feito pela Corte Suprema de Justiça (CSJ) à Procuradoria Geral para que investigue os ex-chefes paramilitares, Rodrigo Tovar Pupo, apelidado de "Jorge 40", e Hernán Giraldo Serna, que supostamente incorreram em crime de falso testemunho. Uma Corte americana, por exemplo, deseja a extradição de Pupo por crime de narcotráfico e lavagem de dinheiro. Segundo a Corte, "Jorge 40" e Giraldo, aparentemente, mentiram ao dizer que não tiveram contato com os congressistas Mauricio Pimiento, Luis Eduardo Vives e Dief Maalof, detidos e convocados na sexta-feira a julgamento pelo Tribunal. Os dois ex-comandantes de facções das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) entregaram há semanas suas chamadas versões livres ou confissão aos promotores especiais, no marco da Lei de Justiça e Paz, marco legal de sua desmobilização. O ministro Holguín, no entanto, questiona a boa vontade por trás desta atitude, acrescentando que acreditava que "ninguém seria tão tolo de mudar uma pena de cinco a oito anos por uma de 40 a 60" como estabelece a Lei de Justiça e Paz. "Isso me deixa prevenido de que não podem ser tão estúpidos, mas as investigações o dirão", ressaltou. Caso sejam encontradas contradições nas declarações, "a Promotoria deve interrogar novamente e comprovar a veracidade (...) das declarações ou versões livres", disse o ministro do Interior e de Justiça. Fontesda Sala Penal da CSJ afirmaram que há "provas, documentos e testemunhas que apontam que os senadores Pimiento, Vives e Maalof tiveram relação direta e indireta" com os dois ex-chefes paramilitares desmobilizados das AUC.

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